Esse relato em especial foi uma coisa que eu não gostaria que ninguém passa-se.
Tudo começou num sonho que eu tive no ano passado. Nesse sonho eu estava num hospital (que parecia a minha escola ) e estava eu e minha tia, então entrei num elevador DETALHE ESSE ELEVADOR SO IA PARA BAIXO,sabia que isso não era coisa boa , mas eu queria saber porque eu estava ali. então entrei nesse elevador que me levou para um quarto que so tinha duas pessoas.( UMA MULHER GORDA E UM MENINO DOENTE DEITADO NA CAMA DE HOSPITAL )então fiquei um pouco la corversando e brincando com o menino... mas na hora que eu quis ir embora o menino não deixou eu ir embora , dizendo que ia ficar la para sempre !!!... então eu acordei e logo me senti estranha. como se eu estivesse com frio e meu corpo tremendo ... (mas a temperatura estava quente ) fiz o sinal da cruz e logo voltei a dormir. acordei ate que bem... mas as coias foram piorar na hora de ir para a escola...me arrumei como de costume e sair, quando estava na metade do caminho eu começei a me sentir mal outra vez, só que desta vez estava mais forte.eu começei a sentir frio, meu corpo começou a tremer,meus dentes começaram a ranger.cheguei na escola palida.SEI DISSO PORQUE MINHA AMIGA ME FALOU.estava tremendo e com muito frio mesmo !!. então meu amigo me emprestou o casaco dele, mas mesmo com o casaco eu continuava tremendo e com frio...
Fui para casa, porque eu não tinha codição de ficar na escola daquele jeito...fui direto ligar para a minha madrinha que morava perto depois fui para cama, estava muito mas muito fraca mesmo !!... Me enfiei de baixo de 3 cobertas,e cobri a cabeça.eu já estava suando frio e deliramdo( NÃO SABIA SE ESTAVA SONHAMDO OU ACORDADA )quando eu sinto alguém me tocar na minha cabeça... depois dormi...
Acordei com meu pai e minha madrinha conversando na sala. Então eu saio da cama, e por incrivel que pareça não estou sentindo mas nada...nada mesmo !!. eu estava ate mas leve do que antes... Então vou para sala participar da conversa... MAS QUANDO EU ENTRO NA SALA EU PERCEBO QUE O ASSUNTO ERA EU... então eu pergunto para o meu pai o que tinha acontecido para ele ficar tão preocupado... mas foi minha madrinha q respondeu- vi um homen observando vc no quarto -...( minha madrinha e mediun tbm so que muito mas experiente do que eu )... eu fiquei assustada E CLARO e contei o meu sonho para ela e pro meu pai e contei tambem que eu fiquei tremendo e com frio...ela falou que ja sabia e que mandou uma entidade me proteger na hora que ela viu o tal homen no meu quarto...e contou que uma foto minha estava num cimiterio deixada por uma ex-namorada do meu pai...que tinha mandado o tal homem para me deixar doente.
Bom.. a entidade que minha madrinha mandou .. foi a pessoa que eu senti tocar na minha cabeça antes deu ir dormir...lembra que eu falei que tinha acordada mais leve...
Relatos Sobrenaturais
São relatos sobrenaturais, creppypastas e muitas curiosidades do sobrenatural.
relatossobrenaturais13.blogspot.com
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Tinha um Homem de Preto me Observando
O Maior Medo da Minha Vida
Quero compartilhar com vocês uma das piores experiências sobrenaturais que já tive. Sempre vi e ouvi muitas coisas, mas essa foi a pior de todas. Vamos lá...
Quando tinha 17 anos eu cheguei do serviço muito cansada e resolvi não ir pra escola, meus irmãos foram e eu fiquei em casa com meus pais, fui pro meu quarto ler um pouco, mas não se passaram nem 10 minutos e eu apaguei... Dormi umas 2 horas mais ou menos e acordei com a sensação de estar sendo observada, cheguei a arrepiar, mas não dei muita importância ao fato. Levantei, fui até a cozinha, depois na sala onde meus pais estavam assistindo TV e voltei pro quarto, era umas 9:30h no máximo e minhas irmãs só chegavam da escola 10:40h, para o meu azar.
Bem, com a luz acesa, lógico, porque eu sempre tive medo do escuro, voltei a ler virada pra parede, de costas para a porta do quarto que estava aberta e eu podia ver quase toda a cozinha e a porta que dava para os fundos da casa. Ok, aquela sensação de estar sendo observada voltou e eu virei na cama com a intenção de sair correndo, foi aí que o pior aconteceu...
Em pé ao lado da minha cama estava o Bicho mais feio que já vi na vida! Ele devia ter uns 2 metros, careca, olhos vermelhos e nenhum pelo no corpo, somente no rabo que devia ter uns 5 metros e ficava balançando, e ele olhava pra mim com raiva... Aí meus amigos, eu congelei. Travei. Não conseguia me mexer e mesmo com os olhos fechados eu via aquela coisa horrível.
Não sei quanto tempo durou, mas para mim foi uma eternidade, pois eu só consegui me libertar daquela paralisia quando rezei mentalmente o PAI NOSSO, e enquanto eu rezava ele foi saindo com ar de riso até desaparecer pela porta da cozinha. Eu o vi saindo, mas o meu pavor foi tanto que não conseguia sair do lugar, nem gritar, nada! Fiquei petrificada de pavor.
Demorou sei lá quanto tempo e minhas irmãs chegaram. A caçula dividia o quarto comigo e entrou, fez tudo o que tinha que fazer, e APAGOU A LUZ.... pra quê?! Aí eu tive reação. Pulei da cama, ascendi a luz e fui tentar falar pra ela o que eu tinha visto, mas a Briguenta nem quis saber e APAGOU A LUZ de novo! Aí nós nos pegamos nos tapas e ela GANHOU. Meu paizinho lindo foi lá e... Tirou o bico de luz. Entrei em desespero. Corri pro quarto da outra irmã e ela não abriu a porta pra mim e me mandou vazar... Pensa na louca... EU.
Chorei, implorei para uma delas me deixarem dormir com elas, e nada... Esqueci do bicho e comecei a maquinar como me vingar das minhas irmãs. Foi quando escutei uma gargalhada horrível bem no meu ouvido. Eu simplesmente desmaiei...
Aí eles acreditaram em mim, porque ao acordar estavam todos em cima de mim e viram meu desespero.
Fiquei muito tempo traumatizada e até hoje não consigo dormir no escuro e nem ficar sozinha, nem de dia...
Um Anjo me Salvou
Sabe quando tudo em sua vida se torna fútil, quando o brilho do sol é ofuscado pelas sombras de seus medos e traumas, e você sente aquela sensação de desespero, medo, angústia, um misto de emoções com um peso em seus ombros que não te deixa pensar, o raciocínio se torna lento e o pensamento sobre a morte te atrai, te enfeitiça...?! E como que em um passe de mágica você alcançou a solução para seus problemas... o suicídio.
Foi assim que a idéia de suicídio dominou a minha mente. Mas e a culpa de destruir uma família pelo simples fato de não querer mais viver? Ah, isto é apenas algo que pode ser resolvido. Com um pequeno planejamento tudo se resolveria... e então passei a maquinar meu plano de morte, claro, com a ajuda de um ser invisível, mas que soprava tudo que eu sentia em meus ouvidos, até me ensinar como fazer um suicídio perfeito. Eu havia feito um seguro de vida que iria deixar a minha família muito bem financeiramente, mas só cobria acidentes ou doenças terminas. Foi aí que o ser que assoprava coisas em meus ouvidos começou a me dar uma infinidade de possibilidades, que por motivo de segurança nem vou relatar aqui. Formas fáceis de se matar com aparência de acidente. Era algo macabro, mas eu não me dava conta disso, afinal, nada mais me importava.
Bem... no dia de colocar meu plano em prática eu fiz tudo como na minha rotina normal, mas com a certeza que seria a última vez. Fui trabalhar e usei o metrô como forma de transporte mais rápido, e foi lá que tudo aconteceu, no metrô de São Paulo. Eu entrei no último vagão e sentei. O metrô estava vazio, havia poucas pessoas. Sentei e fiquei lá curtindo meus últimos momentos, foi quando ela entrou... terno bem alinhado de uma cor que lembra o rosa, mas bem claro, sandália de salto alto, uma camisa branca, alguns colares de cristal, um livro grande com uma capa cor de rosa que me parecia uma bíblia de estudo, cabelos pretos longos, um perfume que eu nunca senti na vida... tinha um odor de pureza, mas o que mais me chamava atenção eram os olhos. Eram lindos, grandes, pretos feito ébano negro e reluzentes... tinha um brilho que não me permitia olhar diretamente. Até que ela andou todo o vagão e sentou ao meu lado. Eu, na hora pensei: "O metrô vazio e senta logo no meu lado!!!". Virei as costas, ela começou a falar comigo me dizendo o que eu estava pensando. Começou a relatar minha vida desde o meu nascimento! Eu fiquei assustada, mas continuei ouvindo e ela relatava tudo, até o que as vozes me falavam e me repreedeu, disse que esses planos seriam frustrados, que ela não permitiria o meu fim desta forma. Ela pegou o livro que estava em suas mãos e escreveu meu nome na capa.
Bom, quando estava chegando na minha estação ela sumiu! Ela simplesmente desapareceu. Mas não me importei, estava tomada de amor, um amor que aquecia meu coração, tudo tinha cores, luz, amor, paz, vida... era tudo diferente. Entrei num verdadeiro transe de euforia, de paz, alegria e amor. Esqueci o plano do suicídio, eu queria viver, queria cantar, sorrir, brincar, amar... queria vida!
Quando cheguei no meu local de trabalho tinha uma festa surpresa para mim... era meu aniversário. Todas as minhas colegas do escritório comemorando, com bolo, doces... uma verdadeira festa. Eu adorei! Me emocionou muito. Imagina o que, depois de bolo e doces, apareceu em minha festa?! O livro que estava com aquela moça. Isso mesmo, era uma Bíblia de Estudo da Mullher com uma dedicatória toda especial... muito especial. Coincidência?
Bom... a quem diga que um anjo do Senhor me salvou. Se era anjo não sei, mas sei que transformou a minha vida totalmente. Suicídio nunca! Eu quero é viver.
O Ceifador de Almas
Essa história aconteceu no outono de 2001, quando eu tinha 17 anos.
Moro nessa casa desde os meus 7 anos de idade. Para entender melhor o que causou essa estranha e extremamente tétrica manifestação, eu vou ter que relatar um pouco do meu passado e da minha infância. É, na minha opinião, a origem, a semente que germinou e se transformou em algo que me faz, até os dias de hoje, olhar sobre o meu ombro antes de deslizar para o mundo dos sonhos.
Posso me lembrar perfeitamente daquele dia, cada detalhe dele. Eu tinha 5 anos na época, e eu me culpo por tudo. A minha mãe tinha ido trabalhar mais cedo naquele dia, e uma mulher loira veio para casa com os dois filhos dela. Eu não entendia nada de romance e compromisso naquela idade, e não achei estranho quando a filha mais nova dela, Luyane, veio correndo para mim com a grande noticia do dia "Adivinha o que?" "O que?" "A minha mãe e o seu pai estão beijando!" Eu fico encabulada de dizer que na hora nós dois rimos um pouco.
Luyane (que tinha mesma idade que eu, 5 anos) fez aquilo parecer tão grande, excitante e único! Não foi surpresa que, quando a minha mãe chegou do trabalho, eu simplesmente tinha que contar para ela aquela grande notícia! A minha mãe explodiu! " ELE O QUÊ....?!!! " Eu me lembro do meu pai gritando tão alto que eu me senti como um pequenino e frágil estátua, tão assustado que nem conseguia respirar. Eu senti que era a minha culpa. Aquela culpa caiu em mim por algo que eu não tinha idéia que fosse errado.
Nem preciso falar, nós saímos de casa para longe dele, para uma casa pequena e apertada, só eu e a minha mãe, sozinhos. Eu sempre perguntava porque eu não podia ver o meu pai, e chorava muito. Eu me lembro de me transformar em uma criança muito quieto, muito triste no fundo da alma.
A minha mãe eventualmente encontrou alguém que poderia nos sustentar melhor, nos dar mais estabilidade, mas por dentro eu continuei do mesmo jeito.
Eu cresci com aquela culpa dentro de mim, e nunca me importei e processar tudo. Eu também acabei virando aquela criança que os outros pegam no pé na escola. A minha adolescência foi dura e severa. Eu estava muito confuso com tudo. Eu bebia muito até não sentir mais nada, e sempre procurava por amor, enquanto não me sentia nem um pouco amado e de certo modo rejeitada. Eu confiava nas pessoas, e sempre acabava sendo pisado. Eu sentia que aos 17 anos a minha dignidade estava destruída, e que talvez amor verdadeiro era apenas um conto de fadas, e foi então que aconteceu!
Eu estava me sentindo totalmente desnorteado e abandonado naquela semana. Eu e a minha mãe estávamos tendo problemas para nos comunicar, e tudo estava dando errado. Começou com esses sonhos extremamente reais, dessas criaturas negras, sorrateiras e malignas, sem rosto para identificá-las. Nesses sonhos elas rondavam camas de hospitais de pessoas que estavam morrendo, as vezes eu acordava, sentindo que estava sendo acariciada por uma delas. A única classificação que eu tenho delas é que eram os ceifadores da morte.
Sombras sem faces, mascaradas pela escuridão, elas me aterrorizavam no meu subconsciente (nos meus sonhos). Eu nunca tive sonhos tão vívidos e repetidos. Eles finalmente acabaram uma noite quando eu estava deitado na minha cama. No meu sonho eles estavam em volta de mim, me cercando na minha cama. Então eles começaram a rasgar a minha pele, cavavam o meu corpo em busca da minha alma, roubando o meu fôlego.
Eu acordei completamente suado, sentindo o conforto do leve abraço do meu lençol. E, quando eu olhei para frente, havia um deles, na frente do meu armário! Eu não conseguia respirar de novo. Eu pensei que aquilo fosse sumir se eu esfregasse os meus olhos, mas quando não sumiu, eu entrei em pânico. Eu queria gritar. Eu podia sentir o meu corpo inteiro gritando por dentro. A última coisa que eu me lembro foi aquela figura envolta em sombras esticando o braço, como se dissesse "Venha comigo."
Pareceu uma eternidade, mas finalmente eu me levantei e corri para fora do meu quarto. Depois de ter esfregado os olhos duas vezes, eu sabia que aquilo não era um sonho. Você pode questionar a minha sanidade, tudo bem por mim. Mas eu sei da verdade, você não! Eu estava lá.
Eu ainda olho por cima do meu ombro todas as noites antes de dormir, mas eu nunca mais o vi. Quero reencontrar ele novamente não pra respostas, mais sim para confrontá-lo...
O Caçador e a Caipora
Existe uma lenda muito antiga dos sertões brasileiros a respeito de um ser (ou entidade) protetor da fauna: a Caipora. Segundo a lenda é um ser pequeno, de cor escura e dentes afiados, sempre montado em um porco selvagem e empunhando um chicote de couro cru com o qual costuma castigar os caçadores ou seus cães de caça. Foi em meio a essas histórias que um antigo colega de trabalho por nome José cresceu no sertão baiano...
Depois de quase vinte anos sem tirar férias, José já bem estressado com a profissão de motorista de coletivo, resolveu viajar e rever a terra onde nasceu. Após alguns dias visitando parentes e amigos, bebendo muita cachaça e comendo muita “buchada” e “galinhada”, José foi convidado por alguns amigos para uma caçada... Seria nas matas ali próximas, matas que José conhecia muito bem, pois crescera na região. Após os preparativos, espingarda e cartuchos carregados, e os cães perdigueiros devidamente “trelados”, receberam um aviso de um tio seu já bem idoso e que passara toda sua existência naquela região:
- Estão levando fumo para a Caipora? Se não levarem vocês não vão pegar nada e ainda por cima correm o risco de toparem com ela...
- Que é isso tio, essas coisas não existem! Isso é história que pai e mãe escutavam do vovô e contavam pra assustar a gente... – retrucou José.
- Quem avisa amigo é... - respondeu o velho.
Ao entardecer daquele dia partiram para as matas com tal destemor que vejam só... não levaram o “fumo da caipora”... Após algumas horas de caminhada sem topar com caça alguma os cachorros começaram a ladrar, soltaram os mesmos que desembestaram mata adentro atrás da caça tão almejada. José e os amigos corriam feito doidos tentando alcançar os cães.
- Será que é caça grande? - perguntou José.
- Pelos latidos dos cães deve ser cateto (porco do mato). – respondeu o amigo.
Passados alguns minutos, escutaram os cães darem o sinal de acuação e logo em seguida os mesmos ganirem alto e dolorido... Chegaram próximo e os cães correram para perto dos caçadores com o rabo entre as pernas... Ao examinarem os cães, notaram marcas de chibata no dorso dos mesmos.
- Isso é coisa da Caipora! – exclamou um dos amigos.
- Que caipora que nada, isso é coisa de gente que não tem o que fazer... chumbo neles! – gritou José atirando à esmo em direção da mata.
Após os disparos um tétrico silêncio tomou a mata e os cães ficaram mais inquietos ainda, sombras eram vistas passando entre as árvores, mais disparos foram feitos sem resultado, então decidiram voltar... Perderam-se... Amanheceram o dia sendo perseguidos pelas sombras que volta e meia lançavam uma chibatada nos cães. Com o sol já alto conseguiram achar a trilha de volta, e concluíram que rodaram em círculos a noite toda quando a trilha estava bem próxima de onde estavam. Ao chegarem, o velho tio examinou os cães, sorriu cinicamente e retrucou:
- Na próxima caçada não esqueçam de levar o fumo...
terça-feira, 2 de maio de 2017
Fazenda Assombrada
Nas férias eu sempre vou para a fazenda do namorado da minha tia lá em Minas Gerais (eu esqueci o nome da cidade agora).
Ele, a minha tia e os meus primos moram lá. A família do namorado da minha tia tem aquela fazenda desde o final do séc XIX.
No verão passado eu tinha ido para lá, como de costume, só que dessa vez o meu espírito curioso e aventureiro de adolescente não se contentou em ficar somente na piscina e andar de cavalo, eu queria sair e explorar a fazenda inteira.
Depois de um tempo enchendo o meu primo Alexandre (Alex) com isso, ele finalmente concordou em ir junto comigo, já que além de eu não querer ir sozinha, não conhecia tão bem a região quanto ele.
Nós saímos de manhã um pouco depois do café e fomos dar umas voltas.
Quando estávamos um pouco longe da casa da fazenda ele falou: "já que você quer explorar, eu vou te levar para a antiga casa principal da fazenda."
Quando ele falou aquilo, eu já sentia que eu ia encontrar muito mais do que eu queria lá.
A casa antiga da fazenda ficava bem longe da outra, e nós levamos um bom tempo para chegar até lá.
Quando chegamos lá, eu vi que a casa era bem velha.
Ela não era tão grande, mas não era pequena. A porta estava destrancada, estava simplesmente encostada.
Não era exatamente aquilo que eu tinha em mente quando eu falei que queria explorar a fazenda, estava mais interessada em um rio, alguma cachoeira, alguma montanha com uma vista bonita, ou até alguma caverna, mas era aquilo que eu tinha no momento.
Nós entramos na casa e a primeira coisa que eu notei é que as paredes estavam completamente arranhadas, com umas manchas amarronzadas que pareciam sangue, mas poderia ser tinta velha também, apesar dos formatos delas serem bem estranhos.
O meu primo falou que fazia tempo que ele não ia lá, mas que da última vez que ele foi, as paredes não estavam daquele jeito.
Nósestávamos na sala principal, sendo que para a esquerda tinha uma passagem que levava para outra sala (a de jantar) e para a direita tinha um corredor que levava para os quartos.
Da sala de jantar dava para ir para a cozinha, e de lá para fora da casa de novo pela porta dos fundos.
Nós pegamos o corredor da direita, para olhar os quartos.
Haviam quatro quartos e um banheiro no total.
O primeiro quarto estava normal, nada de mais, só poeira.
O segundo e o terceiro a mesma coisa. e então fomos ver o quarto quarto, o maior de todos.
Quanto entramos eu senti uma brisa fria e um pouco de frio, mesmo a casa estando bem quente e abafada.
Nesse quarto tinha um armário e nós fomo ver o que tinha dentro dele.
Abrimos a porta e nada.
Então eu ouvi o som de passos vindo do corredor.
Eu agarrei o braço do meu primo e olhei para a porta.
Os passos chegaram perto e pararam na frente da porta.
Mas não apareceu ninguém.
Então eu olhei assustada para ele e saí correndo, e ele veio atrás.
Enquanto eu corria pela casa para sair dela eu não vi ninguém lá dentro, só via as nossas pegadas na poeira, a de mais ninguém, apesar de ter ouvido os passos.
Lá fora na luz do sol, ficamos mais calmos.
Eu olhei para ele e ia perguntar o que será que tinha sido aquilo, quando ele começou a gritar, do nada.
A única coisa que ele falava era "ta doendo".
Eu olhei no braço dele e começou a aparecer um monte de marcas vermelhas e brotoejas.
O pescoço dele começou a ficar todo vermelho também.
Eu decidi que era melhor levar ele correndo para a casa da fazenda para a mãe dele ver o que era.
Antes de sair correndo com ele eu dei uma última olhada para a velha casa e vi uma fumaça meio cinza na porta de entrada, na forma de uma pessoa. Depois disso eu agarrei a mão do meu primo e saí correndo.
Quando nós chegamos na casa da fazenda a mãe dele viu como ele estava e ficou assustada.
Ela levou ele no hospital, e deram alguns remédios para ele tomar.
O estranho é que no dia seguinte ele já estava bom de novo, nem parecia que ele tinha tido alguma coisa.
Ele me falou que aquela era a primeira vez que ele tinha entrado nos quartos da casa antiga, e que era a primeira vez que ele tinha uma reação alérgica lá, mesmo já tendo ido na casa.
Durante o jantar nós falamos o que tinha acontecido no dia anterior, e falamos dos passos que ouvimos.
O namorado da minha tia ficou preocupado, achando que podia ter alguém morando lá escondido, já que isso não era incomum acontecer por lá.
Ele resolveu ir investigar a casa no dia seguinte.
Como não tinha muita coisa para fazer, o Alex e eu fomos junto com ele.
Quando chegamos lá nós entramos na casa, e para a nossa surpresa, as paredes não tinham arranhões nenhum, e nem nenhuma mancha de tinta ou sangue (ou o que quer que fosse aquilo).
Mas eu e o Alex não saímos da sala, foi o máximo que nós entramos.
O namorado da minha tia procurou a casa inteira e não achou ninguém e nem sinal de que alguém além do Alex e de mim tenha estado lá dentro.
Nós fomos embora de lá e nem o Alex e nem eu voltamos lá de novo.
Mas eu não vou esquecer tão cedo daquela fumaça cinza que tinha na porta, e nem a alergia relâmpago do Alex que veio do nada e foi embora como se ele nunca tivesse pegado coisa alguma.
Isso serviu de lição para mim, mostrando que visitar lugares desconhecidos e principalmente antigos pode ser perigoso, além de ter surpresas desagradáveis e além da imaginação.
Contos Assombrados: Assóbios Noturnos
Ele foi advertido por seu amigo que não era dia de entrar na caatinga para caçar, pois a Comadre Fulozinha estava na área, mas ele disse que não acreditava em lendas e saiu mesmo assim...
Luís Gomes estava em sua cadeira de balanço na varanda, Jupy o melhor cachorro de caça da região estava deitado no terreiro, Jacaré e Pirele seus parceiros de caça andavam por perto aguardando algum chamado de seu dono. A tranquilidade foi interrompida por João Soares que chegou equipado para uma caça noturna e foi logo convidando Luís Gomes para á caçada.
- Luís, vamos caçar hoje, pela lua acho que vai ser uma boa caçada. – Diz João Soares animado e sorridente.
- Engano seu João, hoje não é noite de sair pra caçar. Se for caçar você não vai pegar nada por que esta noite a Comadre Fulozinha não vai deixar ninguém pegar nada. – Diz Luís Gomes tentando desmotivar João Soares.
- Que história é essa Luís! Você acredita nisso! Eu nunca vi nem ouvi esta tal de Comadre Fulozinha , isto vocês caçadores antigos criaram para nos assustar e pegar as melhores caças para não serem superados por nós caçadores mais novos. – Diz João Soares tentando provocar Luís Gomes.
- João esta história é verdadeira, não provoque a Comadre Fulozinha e te aconselho a ficar em casa hoje. – Diz Luís Gomes tentando conter a euforia de João Soares.
- Obrigado por seu conselho, mas hoje eu vou sair pra caçar, já que o senhor não quer ir pelos menos empresta os cachorros, garanto que um tatu eu trago para o senhor. – Diz João Soares confiante em sua caçada.
Luís Gomes faz um pequeno assobio e seus três cachorros aparecem abanando o rabo e com a língua pra fora demostrando alegria ao serem chamado por seu dono. Luís Gomes determina a seus cães que sigam João Soares, os três obedientes seguem mata adentro.
Após alguns minutos Luís Gomes levanta-se assustado de sua cadeira de balanço quando ouve um longo e assustador assobio vinda da mata escura. Corre para o curral para ver seus cavalos e os encontram com suas crinas e rabos cheio de nós e tranças. Preocupado ainda tenta chamar João Soares emitindo gritos altos que acaba acordando sua mulher e filhos, nada consegue o deixando mais preocupado.
Luís Gomes orienta sua mulher e filhos a ficarem dentro de casa e não sair pra nada, não obedecer qualquer chamado, nem o dele. Pega suas coisas que sempre leva para caçar e sai apressado mata adentro na tentativa de encontrar João Soares e seus cães.
Mais um assobio longo é emitido agora sendo seguido com o coro de corujas e bacuraus que ajudam a assombrar as matas do sertão. Luís Gomes sente seus pelos arrepiarem e isto demostra que Comadre Fulozinha está irritada com alguma coisa.
Luís Gomes corre mata adentro tentando encontrar João Soares, o escuro dificulta sua missão. Apesar do calor do sertão a noite apresenta-se fria e um vento de zumbido estranho açoita as grandes árvores fazendo de seus galhos grandes braços que tentam chegar ao chão.
Um lamento estranho vem em direção de Luís Gomes, a mata escura dificulta sua visão. Luís Gomes engatilha sua espingarda, coloca o joelho direito no chão, aponta a arma e aguarda a vinda de alguma coisa de dentro da mata que remexe os galhos confirmando sua vinda em grande velocidade.
O lamento fica mais próximo, Luís Gomes se prepara para abater o bicho que vem em sua direção quando aparece seu cachorro Pirele com o corpo envolvido em cipós que o chicoteava sem pena. O cão passou por Luís Gomes sem perceber sua presença e seguiu correndo em direção de sua casa deixando seu lamento ecoar por toda a mata escura.
O silêncio volta a prevalecer na caatinga escura do sertão, tudo parece ter terminado quando toda calma é interrompida por um longo e arrepiante assobio. Luís Gomes prevenido coloca sobre um tronco um pedaço de fumo em rolo e aguarda por algum novo sinal, novamente o silêncio é interrompido por gargalhada tenebrosa que ecoa na mata escura.
Luís Gomes corre em direção da gargalhada ansioso e com muito medo. Após alguns metros de corrida, chega diante de dois grandes angicos envolvidos por grandes ramas de arius. O lugar é tenebroso e assustador, um longo assobio é emitido, agora bem mais baixo, como se tivesse distante. Luís Gomes fica apreensivo, pois de acordo com seu conhecimento quanto mais distante se mostra o assobio mais próximo se encontra a
Comadre Fulozinha, é uma forma de enganar caçadores.
Preparado e com medo, Luís Gomes começa a andar em volta dos angicos tentando encontrar alguma coisa. Uns galhos começam a se mexer como se alguém estivesse tentando se soltar, isto sendo confirmado ao se deparar com seu cachorro Jacaré todo amarrado nas ramas de ariu. Luís Gomes solta seu cachorro que sai em disparada a caminho de casa e continua a procurar João Soares. Antes de completar a volta nos angicos, o encontra com braços e pés amarrados por cipós, seus braços abertos em forma de cruz, suas roupas arrancadas em farrapos, seu corpo estava todo cortado com riscos verticais e transversais que minava sangue e escoria nas ramas de ariu e folhas dos angicos.
Luís Gomes enquanto observava João Soares tentava achar um jeito de tirá-lo daquela situação. O vento frio começou a soprar mais forte, como se algo estivesse auxiliando, um longo assobio surgiu, agora bem baixo, como se quem o fez estivesse muito distante. Luís Gomes pressentiu algo próximo e virou-se de repente quando avistou seu cão Jupy se aproximando bem devagar.
Como se estivesse observando uma caça para agarra-la, Jupy caminhava lento, de olhos fixos em seu dono. Uma imagem turva começou a aparecer ao lado do cão, João Soares preso nos cipós arregalou os olhos sem poder gritar, pois Comadre Fulozinha tinha calado sua voz.
Luís Gomes tentou chamar seu cão, mas este não o reconheceu, parecia enfeitiçado. A imagem foi ficando nítida e foi revelando uma cabocla de longos cabelos negros andando ao lado do cão Jupy. A morte parecia ser a única saída, a situação estava a favor daquela mulher misteriosa que surgia sem falar qualquer palavra, seu profundo olhar dominava qualquer homem ou fera. Repentinamente tudo parou, toda caatinga ficou em silêncio, tudo e todos ficaram sem emitir qualquer som, nem uma folha caia no chão. A natureza parecia estar sob seu domínio.
Luís Gomes e João Soares ficaram as esperas da atitude da mulher misteriosa com olhos esbugalhados. Esta ordenou que os cipós largassem João Soares, este desceu devagar até chegar ao chão ficando ao lado de Luís Gomes. A cabocla de cabelos longos e pretos vagou em volta dos dois sem tomar qualquer ação. Após alguns segundos que pareciam horas, a mulher misteriosa parou, olhou-os fixamente e falou:
- Eu cuido desta mata e aqui. Só caça o animal que eu quiser e o dia que eu quiser. Domino toda a caatinga e se não tiver oferendas nenhum caçador vai sair vivo daqui. Este cão é o único que não açoito em noites longas, pois ele vem me fazer companhia para não esquecer que já fui como vocês.
Sendo observado por Luís Gomes e João Soares a misteriosa mulher continuava sua história:
-Quando muito jovem me perdi nestas matas e homens maus antes de vocês me encontraram, mas em vez de ser salva, fui estuprada, enforcada e enterraram meu corpo entre as raízes e folhas mortas dos grandes angicos, um pajé que invocava espírito viu tudo e me fez voltar à vida na promessa que eu tomasse de conta desta mata após sua morte. Desde então, ando por todo lugar tomando conta.
- Por que o assobio longo e arrepiante? – Pergunta Luís Gomes querendo saber deste mistério.
- Quando fui presa e violentada à única forma de pedir socorro foi emitindo um assobio, mas não chegava longe o suficiente para alguém ouvir, apenas um cão e o velho pajé conseguiu ouvir, mas nada puderam fazer, por isto hoje eu posso assobiar na intensidade que eu quiser, ainda poço me transformar no animal que quiser para confundir cães e caçadores em toda caatinga em noites de lua cheia.
- O que vai fazer com a gente, vai nos matar? – Pergunta João Soares assustado de olhos aflitos.
- Nada vai acontecer com vocês até amanhecer o dia, vocês devem contar esta história para que outros não desafiem a minha existência e respeite a mata. – Diz Comadre Fulozinha em tom suave.
- Amanhecer o dia! Como assim? Ainda é meia noite, podemos chegar a nossa casa daqui a pouco. – Diz Luís Gomes meio aflito.
- Vocês partirão desorientados e durante toda a noite vão vagar ouvindo os rumores e temores da caatinga para que respeitem e só venha aqui de novo com oferendas e em noites que eu autorizar. – Disse Comadre Fulozinha sumindo imediatamente do local.
Luís Gomes e João Soares começaram a andar sem rumo na mata escura, de vez em quando ouviam um latido de Jupy, mas não o encontrava, o único jeito foi aguardarem o fim da noite para voltar pra casa e esquecer por um bom tempo de caças e aventuras.
Tinha um Homem de Preto me Observando
Esse relato em especial foi uma coisa que eu não gostaria que ninguém passa-se. Tudo começou num sonho que eu tive no ano passado. Nesse s...
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Quero compartilhar com vocês uma das piores experiências sobrenaturais que já tive. Sempre vi e ouvi muitas coisas, mas essa foi a pior de ...
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Ele foi advertido por seu amigo que não era dia de entrar na caatinga para caçar, pois a Comadre Fulozinha estava na área, mas ele disse qu...
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Esse relato eu ouvi de uma amiga da escola por volta do ano de 1989 que se chamava Helena, que por sua vez ouviu de sua tia que presenciou ...