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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Tinha um Homem de Preto me Observando


Esse relato em especial foi uma coisa que eu não gostaria que ninguém passa-se.
Tudo começou num sonho que eu tive no ano passado. Nesse sonho eu estava num hospital (que parecia a minha escola ) e estava eu e minha tia, então entrei num elevador DETALHE ESSE ELEVADOR SO IA PARA BAIXO,sabia que isso não era coisa boa , mas eu queria saber porque eu estava ali. então entrei nesse elevador que me levou para um quarto que so tinha duas pessoas.( UMA MULHER GORDA E UM MENINO DOENTE DEITADO NA CAMA DE HOSPITAL )então fiquei um pouco la corversando e brincando com o menino... mas na hora que eu quis ir embora o menino não deixou eu ir embora , dizendo que ia ficar la para sempre !!!... então eu acordei e logo me senti estranha. como se eu estivesse com frio e meu corpo tremendo ... (mas a temperatura estava quente ) fiz o sinal da cruz e logo voltei a dormir. acordei ate que bem... mas as coias foram piorar na hora de ir para a escola...me arrumei como de costume e sair, quando estava na metade do caminho eu começei a me sentir mal outra vez, só que desta vez estava mais forte.eu começei a sentir frio, meu corpo começou a tremer,meus dentes começaram a ranger.cheguei na escola palida.SEI DISSO PORQUE MINHA AMIGA ME FALOU.estava tremendo e com muito frio mesmo !!. então meu amigo me emprestou o casaco dele, mas mesmo com o casaco eu continuava tremendo e com frio...
Fui para casa, porque eu não tinha codição de ficar na escola daquele jeito...fui direto ligar para a minha madrinha que morava perto depois fui para cama, estava muito mas muito fraca mesmo !!... Me enfiei de baixo de 3 cobertas,e cobri a cabeça.eu já estava suando frio e deliramdo( NÃO SABIA SE ESTAVA SONHAMDO OU ACORDADA )quando eu sinto alguém me tocar na minha cabeça... depois dormi...
Acordei com meu pai e minha madrinha conversando na sala. Então eu saio da cama, e por incrivel que pareça não estou sentindo mas nada...nada mesmo !!. eu estava ate mas leve do que antes... Então vou para sala participar da conversa... MAS QUANDO EU ENTRO NA SALA EU PERCEBO QUE O ASSUNTO ERA EU... então eu pergunto para o meu pai o que tinha acontecido para ele ficar tão preocupado... mas foi minha madrinha q respondeu- vi um homen observando vc no quarto -...( minha madrinha e mediun tbm so que muito mas experiente do que eu )... eu fiquei assustada E CLARO e contei o meu sonho para ela e pro meu pai e contei tambem que eu fiquei tremendo e com frio...ela falou que ja sabia e que mandou uma entidade me proteger na hora que ela viu o tal homen no meu quarto...e contou que uma foto minha estava num cimiterio deixada por uma ex-namorada do meu pai...que tinha mandado o tal homem para me deixar doente.
Bom.. a entidade que minha madrinha mandou .. foi a pessoa que eu senti tocar na minha cabeça antes deu ir dormir...lembra que eu falei que tinha acordada mais leve...

O Maior Medo da Minha Vida


Quero compartilhar com vocês uma das piores experiências sobrenaturais que já tive. Sempre vi e ouvi muitas coisas, mas essa foi a pior de todas. Vamos lá...
Quando tinha 17 anos eu cheguei do serviço muito cansada e resolvi não ir pra escola, meus irmãos foram e eu fiquei em casa com meus pais, fui pro meu quarto ler um pouco, mas não se passaram nem 10 minutos e eu apaguei... Dormi umas 2 horas mais ou menos e acordei com a sensação de estar sendo observada, cheguei a arrepiar, mas não dei muita importância ao fato. Levantei, fui até a cozinha, depois na sala onde meus pais estavam assistindo TV e voltei pro quarto, era umas 9:30h no máximo e minhas irmãs só chegavam da escola 10:40h, para o meu azar.
Bem, com a luz acesa, lógico, porque eu sempre tive medo do escuro, voltei a ler virada pra parede, de costas para a porta do quarto que estava aberta e eu podia ver quase toda a cozinha e a porta que dava para os fundos da casa. Ok, aquela sensação de estar sendo observada voltou e eu virei na cama com a intenção de sair correndo, foi aí que o pior aconteceu...
Em pé ao lado da minha cama estava o Bicho mais feio que já vi na vida! Ele devia ter uns 2 metros, careca, olhos vermelhos e nenhum pelo no corpo, somente no rabo que devia ter uns 5 metros e ficava balançando, e ele olhava pra mim com raiva... Aí meus amigos, eu congelei. Travei. Não conseguia me mexer e mesmo com os olhos fechados eu via aquela coisa horrível.
Não sei quanto tempo durou, mas para mim foi uma eternidade, pois eu só consegui me libertar daquela paralisia quando rezei mentalmente o PAI NOSSO, e enquanto eu rezava ele foi saindo com ar de riso até desaparecer pela porta da cozinha. Eu o vi saindo, mas o meu pavor foi tanto que não conseguia sair do lugar, nem gritar, nada! Fiquei petrificada de pavor.
Demorou sei lá quanto tempo e minhas irmãs chegaram. A caçula dividia o quarto comigo e entrou, fez tudo o que tinha que fazer, e APAGOU A LUZ.... pra quê?! Aí eu tive reação. Pulei da cama, ascendi a luz e fui tentar falar pra ela o que eu tinha visto, mas a Briguenta nem quis saber e APAGOU A LUZ de novo! Aí nós nos pegamos nos tapas e ela GANHOU. Meu paizinho lindo foi lá e... Tirou o bico de luz. Entrei em desespero. Corri pro quarto da outra irmã e ela não abriu a porta pra mim e me mandou vazar... Pensa na louca... EU.
Chorei, implorei para uma delas me deixarem dormir com elas, e nada... Esqueci do bicho e comecei a maquinar como me vingar das minhas irmãs. Foi quando escutei uma gargalhada horrível bem no meu ouvido. Eu simplesmente desmaiei...
Aí eles acreditaram em mim, porque ao acordar estavam todos em cima de mim e viram meu desespero.
Fiquei muito tempo traumatizada e até hoje não consigo dormir no escuro e nem ficar sozinha, nem de dia...

Um Anjo me Salvou


Sabe quando tudo em sua vida se torna fútil, quando o brilho do sol é ofuscado pelas sombras de seus medos e traumas, e você sente aquela sensação de desespero, medo, angústia, um misto de emoções com um peso em seus ombros que não te deixa pensar, o raciocínio se torna lento e o pensamento sobre a morte te atrai, te enfeitiça...?! E como que em um passe de mágica você alcançou a solução para seus problemas... o suicídio.
Foi assim que a idéia de suicídio dominou a minha mente. Mas e a culpa de destruir uma família pelo simples fato de não querer mais viver? Ah, isto é apenas algo que pode ser resolvido. Com um pequeno planejamento tudo se resolveria... e então passei a maquinar meu plano de morte, claro, com a ajuda de um ser invisível, mas que soprava tudo que eu sentia em meus ouvidos, até me ensinar como fazer um suicídio perfeito. Eu havia feito um seguro de vida que iria deixar a minha família muito bem financeiramente, mas só cobria acidentes ou doenças terminas. Foi aí que o ser que assoprava coisas em meus ouvidos começou a me dar uma infinidade de possibilidades, que por motivo de segurança nem vou relatar aqui. Formas fáceis de se matar com aparência de acidente. Era algo macabro, mas eu não me dava conta disso, afinal, nada mais me importava.
Bem... no dia de colocar meu plano em prática eu fiz tudo como na minha rotina normal, mas com a certeza que seria a última vez. Fui trabalhar e usei o metrô como forma de transporte mais rápido, e foi lá que tudo aconteceu, no metrô de São Paulo. Eu entrei no último vagão e sentei. O metrô estava vazio, havia poucas pessoas. Sentei e fiquei lá curtindo meus últimos momentos, foi quando ela entrou... terno bem alinhado de uma cor que lembra o rosa, mas bem claro, sandália de salto alto, uma camisa branca, alguns colares de cristal, um livro grande com uma capa cor de rosa que me parecia uma bíblia de estudo, cabelos pretos longos, um perfume que eu nunca senti na vida... tinha um odor de pureza, mas o que mais me chamava atenção eram os olhos. Eram lindos, grandes, pretos feito ébano negro e reluzentes... tinha um brilho que não me permitia olhar diretamente. Até que ela andou todo o vagão e sentou ao meu lado. Eu, na hora pensei: "O metrô vazio e senta logo no meu lado!!!". Virei as costas, ela começou a falar comigo me dizendo o que eu estava pensando. Começou a relatar minha vida desde o meu nascimento! Eu fiquei assustada, mas continuei ouvindo e ela relatava tudo, até o que as vozes me falavam e me repreedeu, disse que esses planos seriam frustrados, que ela não permitiria o meu fim desta forma. Ela pegou o livro que estava em suas mãos e escreveu meu nome na capa.
Bom, quando estava chegando na minha estação ela sumiu! Ela simplesmente desapareceu. Mas não me importei, estava tomada de amor, um amor que aquecia meu coração, tudo tinha cores, luz, amor, paz, vida... era tudo diferente. Entrei num verdadeiro transe de euforia, de paz, alegria e amor. Esqueci o plano do suicídio, eu queria viver, queria cantar, sorrir, brincar, amar... queria vida!
Quando cheguei no meu local de trabalho tinha uma festa surpresa para mim... era meu aniversário. Todas as minhas colegas do escritório comemorando, com bolo, doces... uma verdadeira festa. Eu adorei! Me emocionou muito. Imagina o que, depois de bolo e doces, apareceu em minha festa?! O livro que estava com aquela moça. Isso mesmo, era uma Bíblia de Estudo da Mullher com uma dedicatória toda especial... muito especial. Coincidência?
Bom... a quem diga que um anjo do Senhor me salvou. Se era anjo não sei, mas sei que transformou a minha vida totalmente. Suicídio nunca! Eu quero é viver.

O Ceifador de Almas


Essa história aconteceu no outono de 2001, quando eu tinha 17 anos.
Moro nessa casa desde os meus 7 anos de idade. Para entender melhor o que causou essa estranha e extremamente tétrica manifestação, eu vou ter que relatar um pouco do meu passado e da minha infância. É, na minha opinião, a origem, a semente que germinou e se transformou em algo que me faz, até os dias de hoje, olhar sobre o meu ombro antes de deslizar para o mundo dos sonhos.
Posso me lembrar perfeitamente daquele dia, cada detalhe dele. Eu tinha 5 anos na época, e eu me culpo por tudo. A minha mãe tinha ido trabalhar mais cedo naquele dia, e uma mulher loira veio para casa com os dois filhos dela. Eu não entendia nada de romance e compromisso naquela idade, e não achei estranho quando a filha mais nova dela, Luyane, veio correndo para mim com a grande noticia do dia "Adivinha o que?" "O que?" "A minha mãe e o seu pai estão beijando!" Eu fico encabulada de dizer que na hora nós dois rimos um pouco.
Luyane (que tinha mesma idade que eu, 5 anos) fez aquilo parecer tão grande, excitante e único! Não foi surpresa que, quando a minha mãe chegou do trabalho, eu simplesmente tinha que contar para ela aquela grande notícia! A minha mãe explodiu! " ELE O QUÊ....?!!! " Eu me lembro do meu pai gritando tão alto que eu me senti como um pequenino e frágil estátua, tão assustado que nem conseguia respirar. Eu senti que era a minha culpa. Aquela culpa caiu em mim por algo que eu não tinha idéia que fosse errado.
Nem preciso falar, nós saímos de casa para longe dele, para uma casa pequena e apertada, só eu e a minha mãe, sozinhos. Eu sempre perguntava porque eu não podia ver o meu pai, e chorava muito. Eu me lembro de me transformar em uma criança muito quieto, muito triste no fundo da alma.
A minha mãe eventualmente encontrou alguém que poderia nos sustentar melhor, nos dar mais estabilidade, mas por dentro eu continuei do mesmo jeito.
Eu cresci com aquela culpa dentro de mim, e nunca me importei e processar tudo. Eu também acabei virando aquela criança que os outros pegam no pé na escola. A minha adolescência foi dura e severa. Eu estava muito confuso com tudo. Eu bebia muito até não sentir mais nada, e sempre procurava por amor, enquanto não me sentia nem um pouco amado e de certo modo rejeitada. Eu confiava nas pessoas, e sempre acabava sendo pisado. Eu sentia que aos 17 anos a minha dignidade estava destruída, e que talvez amor verdadeiro era apenas um conto de fadas, e foi então que aconteceu!
Eu estava me sentindo totalmente desnorteado e abandonado naquela semana. Eu e a minha mãe estávamos tendo problemas para nos comunicar, e tudo estava dando errado. Começou com esses sonhos extremamente reais, dessas criaturas negras, sorrateiras e malignas, sem rosto para identificá-las. Nesses sonhos elas rondavam camas de hospitais de pessoas que estavam morrendo, as vezes eu acordava, sentindo que estava sendo acariciada por uma delas. A única classificação que eu tenho delas é que eram os ceifadores da morte.
Sombras sem faces, mascaradas pela escuridão, elas me aterrorizavam no meu subconsciente (nos meus sonhos). Eu nunca tive sonhos tão vívidos e repetidos. Eles finalmente acabaram uma noite quando eu estava deitado na minha cama. No meu sonho eles estavam em volta de mim, me cercando na minha cama. Então eles começaram a rasgar a minha pele, cavavam o meu corpo em busca da minha alma, roubando o meu fôlego.
Eu acordei completamente suado, sentindo o conforto do leve abraço do meu lençol. E, quando eu olhei para frente, havia um deles, na frente do meu armário! Eu não conseguia respirar de novo. Eu pensei que aquilo fosse sumir se eu esfregasse os meus olhos, mas quando não sumiu, eu entrei em pânico. Eu queria gritar. Eu podia sentir o meu corpo inteiro gritando por dentro. A última coisa que eu me lembro foi aquela figura envolta em sombras esticando o braço, como se dissesse "Venha comigo."
Pareceu uma eternidade, mas finalmente eu me levantei e corri para fora do meu quarto. Depois de ter esfregado os olhos duas vezes, eu sabia que aquilo não era um sonho. Você pode questionar a minha sanidade, tudo bem por mim. Mas eu sei da verdade, você não! Eu estava lá.
Eu ainda olho por cima do meu ombro todas as noites antes de dormir, mas eu nunca mais o vi. Quero reencontrar ele novamente não pra respostas, mais sim para confrontá-lo...

O Caçador e a Caipora


Existe uma lenda muito antiga dos sertões brasileiros a respeito de um ser (ou entidade) protetor da fauna: a Caipora. Segundo a lenda é um ser pequeno, de cor escura e dentes afiados, sempre montado em um porco selvagem e empunhando um chicote de couro cru com o qual costuma castigar os caçadores ou seus cães de caça. Foi em meio a essas histórias que um antigo colega de trabalho por nome José cresceu no sertão baiano...
Depois de quase vinte anos sem tirar férias, José já bem estressado com a profissão de motorista de coletivo, resolveu viajar e rever a terra onde nasceu. Após alguns dias visitando parentes e amigos, bebendo muita cachaça e comendo muita “buchada” e “galinhada”, José foi convidado por alguns amigos para uma caçada... Seria nas matas ali próximas, matas que José conhecia muito bem, pois crescera na região. Após os preparativos, espingarda e cartuchos carregados, e os cães perdigueiros devidamente “trelados”, receberam um aviso de um tio seu já bem idoso e que passara toda sua existência naquela região:
- Estão levando fumo para a Caipora? Se não levarem vocês não vão pegar nada e ainda por cima correm o risco de toparem com ela...
- Que é isso tio, essas coisas não existem! Isso é história que pai e mãe escutavam do vovô e contavam pra assustar a gente... – retrucou José.
- Quem avisa amigo é... - respondeu o velho.
Ao entardecer daquele dia partiram para as matas com tal destemor que vejam só... não levaram o “fumo da caipora”... Após algumas horas de caminhada sem topar com caça alguma os cachorros começaram a ladrar, soltaram os mesmos que desembestaram mata adentro atrás da caça tão almejada. José e os amigos corriam feito doidos tentando alcançar os cães.
- Será que é caça grande? - perguntou José.
- Pelos latidos dos cães deve ser cateto (porco do mato). – respondeu o amigo.
Passados alguns minutos, escutaram os cães darem o sinal de acuação e logo em seguida os mesmos ganirem alto e dolorido... Chegaram próximo e os cães correram para perto dos caçadores com o rabo entre as pernas... Ao examinarem os cães, notaram marcas de chibata no dorso dos mesmos.
- Isso é coisa da Caipora! – exclamou um dos amigos.
- Que caipora que nada, isso é coisa de gente que não tem o que fazer... chumbo neles! – gritou José atirando à esmo em direção da mata.
Após os disparos um tétrico silêncio tomou a mata e os cães ficaram mais inquietos ainda, sombras eram vistas passando entre as árvores, mais disparos foram feitos sem resultado, então decidiram voltar... Perderam-se... Amanheceram o dia sendo perseguidos pelas sombras que volta e meia lançavam uma chibatada nos cães. Com o sol já alto conseguiram achar a trilha de volta, e concluíram que rodaram em círculos a noite toda quando a trilha estava bem próxima de onde estavam. Ao chegarem, o velho tio examinou os cães, sorriu cinicamente e retrucou:
- Na próxima caçada não esqueçam de levar o fumo...

terça-feira, 2 de maio de 2017

Fazenda Assombrada


Nas férias eu sempre vou para a fazenda do namorado da minha tia lá em Minas Gerais (eu esqueci o nome da cidade agora).
Ele, a minha tia e os meus primos moram lá. A família do namorado da minha tia tem aquela fazenda desde o final do séc XIX.
No verão passado eu tinha ido para lá, como de costume, só que dessa vez o meu espírito curioso e aventureiro de adolescente não se contentou em ficar somente na piscina e andar de cavalo, eu queria sair e explorar a fazenda inteira.
Depois de um tempo enchendo o meu primo Alexandre (Alex) com isso, ele finalmente concordou em ir junto comigo, já que além de eu não querer ir sozinha, não conhecia tão bem a região quanto ele.
Nós saímos de manhã um pouco depois do café e fomos dar umas voltas.
Quando estávamos um pouco longe da casa da fazenda ele falou: "já que você quer explorar, eu vou te levar para a antiga casa principal da fazenda."
Quando ele falou aquilo, eu já sentia que eu ia encontrar muito mais do que eu queria lá.
A casa antiga da fazenda ficava bem longe da outra, e nós levamos um bom tempo para chegar até lá.
Quando chegamos lá, eu vi que a casa era bem velha.
Ela não era tão grande, mas não era pequena. A porta estava destrancada, estava simplesmente encostada.
Não era exatamente aquilo que eu tinha em mente quando eu falei que queria explorar a fazenda, estava mais interessada em um rio, alguma cachoeira, alguma montanha com uma vista bonita, ou até alguma caverna, mas era aquilo que eu tinha no momento.
Nós entramos na casa e a primeira coisa que eu notei é que as paredes estavam completamente arranhadas, com umas manchas amarronzadas que pareciam sangue, mas poderia ser tinta velha também, apesar dos formatos delas serem bem estranhos.
O meu primo falou que fazia tempo que ele não ia lá, mas que da última vez que ele foi, as paredes não estavam daquele jeito.
Nósestávamos na sala principal, sendo que para a esquerda tinha uma passagem que levava para outra sala (a de jantar) e para a direita tinha um corredor que levava para os quartos.
Da sala de jantar dava para ir para a cozinha, e de lá para fora da casa de novo pela porta dos fundos.
Nós pegamos o corredor da direita, para olhar os quartos.
Haviam quatro quartos e um banheiro no total.
O primeiro quarto estava normal, nada de mais, só poeira.
O segundo e o terceiro a mesma coisa. e então fomos ver o quarto quarto, o maior de todos.
Quanto entramos eu senti uma brisa fria e um pouco de frio, mesmo a casa estando bem quente e abafada.
Nesse quarto tinha um armário e nós fomo ver o que tinha dentro dele.
Abrimos a porta e nada.
Então eu ouvi o som de passos vindo do corredor.
Eu agarrei o braço do meu primo e olhei para a porta.
Os passos chegaram perto e pararam na frente da porta.
Mas não apareceu ninguém.
Então eu olhei assustada para ele e saí correndo, e ele veio atrás.
Enquanto eu corria pela casa para sair dela eu não vi ninguém lá dentro, só via as nossas pegadas na poeira, a de mais ninguém, apesar de ter ouvido os passos.
Lá fora na luz do sol, ficamos mais calmos.
Eu olhei para ele e ia perguntar o que será que tinha sido aquilo, quando ele começou a gritar, do nada.
A única coisa que ele falava era "ta doendo".
Eu olhei no braço dele e começou a aparecer um monte de marcas vermelhas e brotoejas.
O pescoço dele começou a ficar todo vermelho também.
Eu decidi que era melhor levar ele correndo para a casa da fazenda para a mãe dele ver o que era.
Antes de sair correndo com ele eu dei uma última olhada para a velha casa e vi uma fumaça meio cinza na porta de entrada, na forma de uma pessoa. Depois disso eu agarrei a mão do meu primo e saí correndo.
Quando nós chegamos na casa da fazenda a mãe dele viu como ele estava e ficou assustada.
Ela levou ele no hospital, e deram alguns remédios para ele tomar.
O estranho é que no dia seguinte ele já estava bom de novo, nem parecia que ele tinha tido alguma coisa.
Ele me falou que aquela era a primeira vez que ele tinha entrado nos quartos da casa antiga, e que era a primeira vez que ele tinha uma reação alérgica lá, mesmo já tendo ido na casa.
Durante o jantar nós falamos o que tinha acontecido no dia anterior, e falamos dos passos que ouvimos.
O namorado da minha tia ficou preocupado, achando que podia ter alguém morando lá escondido, já que isso não era incomum acontecer por lá.
Ele resolveu ir investigar a casa no dia seguinte.
Como não tinha muita coisa para fazer, o Alex e eu fomos junto com ele.
Quando chegamos lá nós entramos na casa, e para a nossa surpresa, as paredes não tinham arranhões nenhum, e nem nenhuma mancha de tinta ou sangue (ou o que quer que fosse aquilo).
Mas eu e o Alex não saímos da sala, foi o máximo que nós entramos.
O namorado da minha tia procurou a casa inteira e não achou ninguém e nem sinal de que alguém além do Alex e de mim tenha estado lá dentro.
Nós fomos embora de lá e nem o Alex e nem eu voltamos lá de novo.
Mas eu não vou esquecer tão cedo daquela fumaça cinza que tinha na porta, e nem a alergia relâmpago do Alex que veio do nada e foi embora como se ele nunca tivesse pegado coisa alguma.
Isso serviu de lição para mim, mostrando que visitar lugares desconhecidos e principalmente antigos pode ser perigoso, além de ter surpresas desagradáveis e além da imaginação.

Contos Assombrados: Assóbios Noturnos


Ele foi advertido por seu amigo que não era dia de entrar na caatinga para caçar, pois a Comadre Fulozinha estava na área, mas ele disse que não acreditava em lendas e saiu mesmo assim...
Luís Gomes estava em sua cadeira de balanço na varanda, Jupy o melhor cachorro de caça da região estava deitado no terreiro, Jacaré e Pirele seus parceiros de caça andavam por perto aguardando algum chamado de seu dono. A tranquilidade foi interrompida por João Soares que chegou equipado para uma caça noturna e foi logo convidando Luís Gomes para á caçada.
- Luís, vamos caçar hoje, pela lua acho que vai ser uma boa caçada. – Diz João Soares animado e sorridente.
- Engano seu João, hoje não é noite de sair pra caçar. Se for caçar você não vai pegar nada por que esta noite a Comadre Fulozinha não vai deixar ninguém pegar nada. – Diz Luís Gomes tentando desmotivar João Soares.
- Que história é essa Luís! Você acredita nisso! Eu nunca vi nem ouvi esta tal de Comadre Fulozinha , isto vocês caçadores antigos criaram para nos assustar e pegar as melhores caças para não serem superados por nós caçadores mais novos. – Diz João Soares tentando provocar Luís Gomes.
- João esta história é verdadeira, não provoque a Comadre Fulozinha e te aconselho a ficar em casa hoje. – Diz Luís Gomes tentando conter a euforia de João Soares.
- Obrigado por seu conselho, mas hoje eu vou sair pra caçar, já que o senhor não quer ir pelos menos empresta os cachorros, garanto que um tatu eu trago para o senhor. – Diz João Soares confiante em sua caçada.
Luís Gomes faz um pequeno assobio e seus três cachorros aparecem abanando o rabo e com a língua pra fora demostrando alegria ao serem chamado por seu dono. Luís Gomes determina a seus cães que sigam João Soares, os três obedientes seguem mata adentro.
Após alguns minutos Luís Gomes levanta-se assustado de sua cadeira de balanço quando ouve um longo e assustador assobio vinda da mata escura. Corre para o curral para ver seus cavalos e os encontram com suas crinas e rabos cheio de nós e tranças. Preocupado ainda tenta chamar João Soares emitindo gritos altos que acaba acordando sua mulher e filhos, nada consegue o deixando mais preocupado.
Luís Gomes orienta sua mulher e filhos a ficarem dentro de casa e não sair pra nada, não obedecer qualquer chamado, nem o dele. Pega suas coisas que sempre leva para caçar e sai apressado mata adentro na tentativa de encontrar João Soares e seus cães.
Mais um assobio longo é emitido agora sendo seguido com o coro de corujas e bacuraus que ajudam a assombrar as matas do sertão. Luís Gomes sente seus pelos arrepiarem e isto demostra que Comadre Fulozinha está irritada com alguma coisa.
Luís Gomes corre mata adentro tentando encontrar João Soares, o escuro dificulta sua missão. Apesar do calor do sertão a noite apresenta-se fria e um vento de zumbido estranho açoita as grandes árvores fazendo de seus galhos grandes braços que tentam chegar ao chão.
Um lamento estranho vem em direção de Luís Gomes, a mata escura dificulta sua visão. Luís Gomes engatilha sua espingarda, coloca o joelho direito no chão, aponta a arma e aguarda a vinda de alguma coisa de dentro da mata que remexe os galhos confirmando sua vinda em grande velocidade.
O lamento fica mais próximo, Luís Gomes se prepara para abater o bicho que vem em sua direção quando aparece seu cachorro Pirele com o corpo envolvido em cipós que o chicoteava sem pena. O cão passou por Luís Gomes sem perceber sua presença e seguiu correndo em direção de sua casa deixando seu lamento ecoar por toda a mata escura.
O silêncio volta a prevalecer na caatinga escura do sertão, tudo parece ter terminado quando toda calma é interrompida por um longo e arrepiante assobio. Luís Gomes prevenido coloca sobre um tronco um pedaço de fumo em rolo e aguarda por algum novo sinal, novamente o silêncio é interrompido por gargalhada tenebrosa que ecoa na mata escura.
Luís Gomes corre em direção da gargalhada ansioso e com muito medo. Após alguns metros de corrida, chega diante de dois grandes angicos envolvidos por grandes ramas de arius. O lugar é tenebroso e assustador, um longo assobio é emitido, agora bem mais baixo, como se tivesse distante. Luís Gomes fica apreensivo, pois de acordo com seu conhecimento quanto mais distante se mostra o assobio mais próximo se encontra a
Comadre Fulozinha, é uma forma de enganar caçadores.
Preparado e com medo, Luís Gomes começa a andar em volta dos angicos tentando encontrar alguma coisa. Uns galhos começam a se mexer como se alguém estivesse tentando se soltar, isto sendo confirmado ao se deparar com seu cachorro Jacaré todo amarrado nas ramas de ariu. Luís Gomes solta seu cachorro que sai em disparada a caminho de casa e continua a procurar João Soares. Antes de completar a volta nos angicos, o encontra com braços e pés amarrados por cipós, seus braços abertos em forma de cruz, suas roupas arrancadas em farrapos, seu corpo estava todo cortado com riscos verticais e transversais que minava sangue e escoria nas ramas de ariu e folhas dos angicos.
Luís Gomes enquanto observava João Soares tentava achar um jeito de tirá-lo daquela situação. O vento frio começou a soprar mais forte, como se algo estivesse auxiliando, um longo assobio surgiu, agora bem baixo, como se quem o fez estivesse muito distante. Luís Gomes pressentiu algo próximo e virou-se de repente quando avistou seu cão Jupy se aproximando bem devagar.
Como se estivesse observando uma caça para agarra-la, Jupy caminhava lento, de olhos fixos em seu dono. Uma imagem turva começou a aparecer ao lado do cão, João Soares preso nos cipós arregalou os olhos sem poder gritar, pois Comadre Fulozinha tinha calado sua voz.
Luís Gomes tentou chamar seu cão, mas este não o reconheceu, parecia enfeitiçado. A imagem foi ficando nítida e foi revelando uma cabocla de longos cabelos negros andando ao lado do cão Jupy. A morte parecia ser a única saída, a situação estava a favor daquela mulher misteriosa que surgia sem falar qualquer palavra, seu profundo olhar dominava qualquer homem ou fera. Repentinamente tudo parou, toda caatinga ficou em silêncio, tudo e todos ficaram sem emitir qualquer som, nem uma folha caia no chão. A natureza parecia estar sob seu domínio.
Luís Gomes e João Soares ficaram as esperas da atitude da mulher misteriosa com olhos esbugalhados. Esta ordenou que os cipós largassem João Soares, este desceu devagar até chegar ao chão ficando ao lado de Luís Gomes. A cabocla de cabelos longos e pretos vagou em volta dos dois sem tomar qualquer ação. Após alguns segundos que pareciam horas, a mulher misteriosa parou, olhou-os fixamente e falou:
- Eu cuido desta mata e aqui. Só caça o animal que eu quiser e o dia que eu quiser. Domino toda a caatinga e se não tiver oferendas nenhum caçador vai sair vivo daqui. Este cão é o único que não açoito em noites longas, pois ele vem me fazer companhia para não esquecer que já fui como vocês.
Sendo observado por Luís Gomes e João Soares a misteriosa mulher continuava sua história:
-Quando muito jovem me perdi nestas matas e homens maus antes de vocês me encontraram, mas em vez de ser salva, fui estuprada, enforcada e enterraram meu corpo entre as raízes e folhas mortas dos grandes angicos, um pajé que invocava espírito viu tudo e me fez voltar à vida na promessa que eu tomasse de conta desta mata após sua morte. Desde então, ando por todo lugar tomando conta.
- Por que o assobio longo e arrepiante? – Pergunta Luís Gomes querendo saber deste mistério.
- Quando fui presa e violentada à única forma de pedir socorro foi emitindo um assobio, mas não chegava longe o suficiente para alguém ouvir, apenas um cão e o velho pajé conseguiu ouvir, mas nada puderam fazer, por isto hoje eu posso assobiar na intensidade que eu quiser, ainda poço me transformar no animal que quiser para confundir cães e caçadores em toda caatinga em noites de lua cheia.
- O que vai fazer com a gente, vai nos matar? – Pergunta João Soares assustado de olhos aflitos.
- Nada vai acontecer com vocês até amanhecer o dia, vocês devem contar esta história para que outros não desafiem a minha existência e respeite a mata. – Diz Comadre Fulozinha em tom suave.
- Amanhecer o dia! Como assim? Ainda é meia noite, podemos chegar a nossa casa daqui a pouco. – Diz Luís Gomes meio aflito.
- Vocês partirão desorientados e durante toda a noite vão vagar ouvindo os rumores e temores da caatinga para que respeitem e só venha aqui de novo com oferendas e em noites que eu autorizar. – Disse Comadre Fulozinha sumindo imediatamente do local.
Luís Gomes e João Soares começaram a andar sem rumo na mata escura, de vez em quando ouviam um latido de Jupy, mas não o encontrava, o único jeito foi aguardarem o fim da noite para voltar pra casa e esquecer por um bom tempo de caças e aventuras.

O Homem no Barranco


Vou relatar um fato que presenciei a muitos anos atrás, pois eu ainda era solteiro.
Sou de Manaus, tive a minha vida toda ligada ao esporte pois praticava religiosamente o arremesso do peso e o lançamento do disco desde os 14 anos. Tenho 1,86 metros e peso atualmente uns 118 kg, na época eu pesava 127kg, e a quantidade de gordura no meu corpo era menor. Por que essa descrição? Para vocês saberem que eu não me assusto muito fácil. Lutei jiujtsu com os melhores lutadores de Manaus na época e até hoje sei que não sou um covarde.
Vamos ao fato... Eu namorei uma garota morena muito bonita e certa vez, ao não encotrá-la em casa me desloquei até a casa de uma amiga sua que ficava na parte da frente do conjunto habitacional em que ela morava. Chegando lá fui atendido pela dona da casa que me informou que a minha namorada estava lá dentro e que eu esperasse um pouco na varanda da casa, que eu já conhecia pois tinha ido outras vezes lá. A amiga da minha namorada tinha uma irmã pequena de uns cinco ou seis anos e que já me conhecia pelo nome, e me disse sentando na minha perna:
- João, o homem do barranco tá pra aparecer.
Isso era por volta de 8 horas da noite, e a garotinha apontou para o outro lado da rua, bem a nossa frente, onde existia um barranco e uma escada cavada no próprio barranco. No alto do barranco havia um grande barracão, na frente do barracão um terreno com muitas árvores onde predominavam as bananeiras. As luzes da rua deixavam uma penumbra passar através das árvores e a garotinha sentada no meu colo falou:
- Lá está ele no meio das bananeiras e ele tá olhando pra ti.
Então eu a coloquei no chão, a peguei pela mão e disse:
- Me aponta onde ele está... - e fui me levantando, indo na direção que ela me apontava.
Ela falou:
- Ele tá descendo a escada e vindo pra cá.
Olhei para onde ela disse e não consegui ver nada. Foi quando ela falou...:
- Ele já te viu e vai atravessar a rua pra falar contigo.
Ela falou aquilo com tanta convicção que eu fiquei completamente paralisado de medo! Uma sensação de arrepio gelado percorreu o meu corpo porque eu olhava e não via nada, não conseguia me mover! De repente a voz da amiga de minha namorada interrompeu o meu momento de terror dizendo:
- Essa menina tá falando besteira pra ti também?! A mamãe já pediu pra ela parar com isso...
Depois eu soube por intermedio de minha namorada que aquele terreno em cima do barranco era um terreiro de umbanda. Esse antigo terreiro ficava na avenida Tefé, no bairro da Raiz.
Se foi brincadeira da garotinha eu confesso que ela conseguiu me assustar, mesmo sem eu ver nada.

Siga sempre as Instruções


Esse relato eu ouvi de uma amiga da escola por volta do ano de 1989 que se chamava Helena, que por sua vez ouviu de sua tia que presenciou este fato, e confesso que na época em que ouvi me deixou com várias noites de insônia.
O relato começa assim: Minha tia começou a freqüentar um centro de candomblé próximo a sua casa, sendo uma freqüentadora nova, só podia consultar-se com as entidades sem se aprofundar nos trabalhos, porém depois de alguns anos freqüentando, passou a ajudar as entidades com os trabalhos (levando as oferendas aos lugares solicitados, como cemitérios, cachoeiras, encruzilhadas....). Então em uma noite por volta do ano de 1986, ela foi solicitada para levar uma oferenda (velas, bebidas, mel, pipocas.....) a meia-noite no cruzeiro do cemitério da Vila Formosa em São Paulo. Ela ficou com medo de ir sozinha pois o local é conhecido por muitos assaltos, então chamou uma amiga simpatizante desta religião e que freqüentava esporadicamente o centro, para acompanha lá na entrega da oferenda, só que foi dado as instruções de como teria que ser feita a entrega da oferenda e foi avisado e muito bem frisado que após fazer a entrega da oferenda no cruzeiro do cemitério não deveriam de forma alguma, por qualquer motivo olhar para traz.
Porém a curiosidade matou o gato e o ser humano quando se diz para não fazer algo é como se não tivesse falado nada. Então a meia-noite lá estavam as duas arrumando a oferenda no mais absoluto silêncio, colocaram uma vasilha de barro grande com muita pipoca, mel e pinga, acenderam algumas velas e deixaram lá, pegaram suas coisas e saíram, porém a amiga que acompanhava minha tia estava muito curiosa do “porque” de não poder olhar e minha tia de cabeça baixa e respeitando o que foi pedido continuava a andar rápido sem olhar para trás, porém quando chegaram no portão do cemitério a sua amiga se virou para trás e olhou, foi quando ela caiu de joelhos tremendo e branca feito cera disse: "Meus Pai Amado, sangue de Jesus tem poder" e saiu em disparada deixando-a para trás. Com o susto olhei e não acreditei no que vi: em cima da vasilha onde estava a oferenda subia uma labareda de fogo com mais de 2 metros de altura e no seu interior tinha uma criatura dançando e rindo, muito parecido com os demônio que os evangélicos pregam, vermelhos com chifres.
Quando este ser percebeu que minha tia tinha o visto, ele apontou o seu dedo para ela e no mesmo momento tudo que estava ali desapareceu, porém ela não voltou lá para conferir se tinha sobrado alguma coisa da oferenda, saiu correndo assustada e com medo de levar bronca no centro por não ter seguido as instruções.
Não sei se isto aconteceu realmente, só sei que fiquei muito impressionada com este relato.

Visão Demôniaca

Visão Demoníaca
Olá á todos!
Bem, eu já tinha postado este relato há mais de um ano atras, mas teve um "probleminha técnico" (não sei bem o que aconteceu) e eu tive meus conteúdos apagados... já reescrevi meus contos e agora resolvi postar meus relatos novamente, mas enfim... isso aconteceu quando eu era criança, minha família e eu moravamos no interior de Minas Gerais e quando eu tinha uns 9 anos voltamos para Belo Horizonte, meu pai alugou uma casa, mas minha mãe, meus irmãos e eu ainda nao tinhamos visto a casa, mas quando já estava tudo acertado, o meu pai nos levou lá pra limpar a casa e ajeitar tudo pra gente se mudar, a casa era linda, muito grande, espaçosa, tão grande que nós a dividimos em duas, minha família e eu morariamos em uma parte e minha avó, minha tia e meu primo na outra; mas nós achamos uma coisa um pouco estranha, o chão da sala era de tacos de madeira e estava coberto de velas derretidas, respingos de velas por todo lado, lembro que a minha mãe nos deu daquelas facas de pão pra gente raspar o chão e vimos vestígios de velas coloridas grudados.
Apesar de ser uma casa muito boa, eu nao me sentia confortável lá, não sei... não me sentia bem, me dava uns arrepios estranhos, uma constante sensação ruim, passaram-se algumas semanas e eu passei a sentir um medo repentino, do nada me dava um aperto no coraçao, minhas mãos suavam, eu não dormia bem... até que em uma noite, eu estava no quarto da minha mãe (meus irmãos e meu primo estavam brincando no nosso quarto -meu e de minha irmã- e eu nao quis brincar) eu estava deitada na cama da minha mãe, de costas para a porta,quando de repente me bateu aquele medo, mas dessa vez foi mais intenso, forte mesmo e eu tive a sensaçao que tinha alguem na beirada da cama, eu com muito medo, falei: "Mãe??", mas ninguém respondeu, eu então me virei muito devagar e tremendo de medo, vi então que tinha uma mulher sentada na beirada da cama, ela estava de costas pra mim, vi que era ela loira, cabelos longos e ondulados, tomei um susto tão grande que não consegui nem gritar, eu sabia que nao era ninguém la de casa, pois ninguém lá era assim, minha tia era loira, mas tinha os cabelos curtos e lisos, eu sabia que não era a minha tia, com muito custo eu consegui me levantar, minhas pernas estavam moles, eu tremia toda e o pior era que pra sair do quarto eu teria que passar por ela, mas quando eu me levantei, ela também se levantou e ficou de frente pra mim... eu senti tanto medo que nem consigo explicar pra vocês, o rosto dela estava praticamente desfigurado, cheio de cortes, hematomas, feridas e ela era enorme, não parecia uma mulher comum, era muito alta e larga, estava com um vestido vermelho e usava um casaco, tipo uma capa preta, nessa hora (não tenho vergonha de admitir) quase fiz xixi nas calças, na verdade cheguei a sentir um pouco da urina, nao sei como, mas conseguir segurar, comecei a chorar e tentava gritar a minha mãe, não sei como,mas conseguir andar e chegar até a porta e ela não tirava os olhos de mim, minha mãe me ouviu chorar e perguntou o que era, na hora nao consegui dizer nada, depois de algum tempo eu me acalmei e contei o que tinha acontecido, minha mãe acreditou em mim, ela própria e membros da familia dela já tiveram muitas experiencias sobrenaturais e também minha mãe é evangelica, ela foi até o quarto,fez uma oraçao e conversou comigo para me tranquilizar, o pessoal todo ficou morrendo de medo,dizendo que era fantasma, espírito...mas como a minha mãe é evangélica, ela não acredita nisso, ela disse que era um demônio, que estava usando a forma de alguém que morreu sem salvaçao (hoje também sou evangélica e acredito que a minha mãe tinha razão) mas fato é que depois disso eu fiquei apavorada, não só eu, todo mundo ficou,minha tia não tomava nem banho sozinha, alguém tinha que entrar no banheiro com ela, depois de alguns dias, eu vi essa mulher novamente, dessa vez no corredor, fiquei apavorada, suava e tremia sem parar e parecia que ela ia falar alguma coisa comigo, não sei como, mas dessa vez consegui gritar a minha mãe e ela me disse que era pra eu orar, que se eu visse isso de novo, que era pra eu orar e mandar ela ir embora em nome de Jesus.
Teve um dia que o pessoal tinha saído, ficou em casa minha mãe, minha tia e eu, de tardezinha minha tia foi tomar banho e pediu a minha mãe pra ficar com ela no banheiro, eu fiquei na sala vendo tv (morrendo de medo) e pedi pra minha mãe nao demorar muito,depois de alguns minutos eu fui a porta do banheiro e bati perguntando se elas já estavam saindo, minha mãe respondeu que sim e eu estava voltando pra sala, quando me virei vi aquela mulher saindo do corredor, comecei a tremer enquanto ela vinha em minha direçao, me lembrei do que a minha mãe tinha falado e tentei orar, mas eu nao conseguia, tava com muito medo, eu queria falar "vai embora em nome de Jesus", mas cadê a coragem? minha voz mal saía, porque ela estava agora muito perto de mim, quase frente a frente, minhas pernas ficaram bambas e eu comecei a gaguejar, e ela deu uma gargalhada, que até hoje eu não consigo esquecer, eu até gelei na hora, comecei a chorar e fechei os olhos, eu chorei tanto que nao ouvi direito o que ela dizia entre a gargalhada, mas foi algo assim: "isso assim não tem poder sobre mim", pensei que eu ia dar um treco de medo, finalmente a minha mãe saiu do banheiro com a minha tia, contei o que tinha acontecido e a minha mãe ficou "indignada" quando eu falei o que ela tinha dito,minha mãe então chamou outra tia minha também evangélica e o pastor da igreja dela, eles fizeram uma oração lá, expulsando toda presença maligna em nome de Jesus, ungiram a casa toda, orou em todos os cômodos e o pastor falou que realmente era verdade o que eu falava, que ele também tinha visto e tal... depois disso graças a Deus ,eu nunca mais vi aquela mulher, fiquei uns bons dias assustada ainda, mas aquele medo constante, aquela sensação ruim tinham passado.
Semanas depois a minha mãe estava conversando com a vizinha que morava ao lado, ela morava lá há muitos e ela meio sem jeito, perguntou a minha mãe se a gente não tinha medo de morar naquela casa, minha mãe perguntou porquê e a vizinha disse que a minha casa antes era uma "casa de massagens" e que uma das mulheres que trabalhava lá, era um travesti (acho que é por isso que eu achava que ela era diferente das outras mulheres, alta e larga...) chamado Priscilla, disse que ela era muito estranha, fazia trabalhos espíritas, macumbaria (achamos que isso explicava as velas) e que ela tinha se matado na minha casa, cometeu suicidio se jogando do segundo andar, a vizinha disse que ela caiu de cara, arrebentou o rosto e a cabeça toda, depois disso algumas pessoas da minha família concluiu que era o espírito dessa moça, desse travesti que eu tinha visto na casa, mas eu como evangélica, acredito que se tratava mesmo de um demônio usando a imagem, a forma dessa moça.
Bem, eu sei que ficou meio longo... mas eu quis ser o mais detalhista póssivel e infelizmente garanto que é real.

O Homem Dos Meus Sonhos


Desde meus 6 anos tenho o mesmo sonho todos os anos com um homem - se é que posso chama-lo assim.
Nesse sonho, estou com a idade que tinha na época que comecei a sonhar, sentada na sala brincando de boneca, meus pais conversavam do lado de fora do quintal com a porta aberta. Conseguia ver apenas a sombra deles. Até que vi uma terceira sombra se aproximar deles, matando-os a facadas e ao ouvir os gritos, corri para dentro de casa, me escondendo num canto de parede, mas onde poderia ver o corredor, que dava na porta. Vi esse homem entrar, e aos poucos descobria sua feição: feição de humano mas com dentes de lobo, olhos vermelhos, chifres. Aproximava-se em minha direção com a faca pingando de sangue, uma veste negra onde nao dava pra identificar o corpo. Agaixou-se para falar comigo, passou a faca no meu rosto e disse: '' você não, minha pequena, você é minha.'' E vai embora pelo corredor. Retorno a sala e parece que aquele homem levou mais que meus pais, levou minha inocência, me sentia sozinha, como se soubesse das responsabilidades do mundo que eu teria de ter.
Talvez o que menos me assusta é ter esse sonho todo ano. Assusta-me o fato de minha visão sobre ele ter mudado. Quando eu sonhava com isso quando ra criança, sentia medo desse homem, terror, pavor. Conforme fui crescendo, sentia curiosidade, além do medo. Depois dos meus 16 anos até hoje - estou com 20, vejo ele de um modo sexual, além de toda curiosidade e medo, é como se fosse atraente. Mas em todos os momentos, me senti protejida pelo homem que matou meus pais.
Tive um sonho, porém, que foi único, mas lembro da agora até hoje. Estava voltando do curso e alguem me agarrou por trás, fiquei meio tonta, cai no chão, minha visão ficou escura; logo após veio uma senhora falando pra eu tentar acordar se não não iria mais conseguir fazer isso. Logo depois ele apareceu, olhou pra mim e disse: '' lembra quando eu disse que era minha?''. Nunca senti sensação mais agonizante de querer acordar e não conseguir. Acordei suada, angustiada, desesperada.
De uns anos pra cá, esse homem aparece como plano de fundo em outros sonhos. Um sonho qualquer que estou em um parque e ele é o cobrador da pipoca. Ou sonho com um casamento e ele é um dos convidados. Isso me da muito medo, porque sempre está em quase todos os sonhos?
Minha loucura e receio chegou a tal ponto de ver seu rosto na rua, voltando do meu trabalho e entrando em desespero do nada, gritando, correndo, talvez acharam que sou louca.
Já fui em psicólogo para tentar entender, mas nunca achei respostas.
Vivo uma agonia sempre que durmo, com medo de sonhar com o homem que me faz ter fascínio por ele, o homem que matou meus pais.
Não quero mais sonhar com isso !

Demônio Baal

"Olá, conheci esses relatos através de um amigo meu mostrou as creepypastas.
Me interessei pois já havia ocorrido uma situação comigo, e por meio deste texto venho aqui relatar minha história pra vocês. Lembrando que o que vou contar aconteceu de fato e não quero forçar ninguém a acreditar, apenas tirem suas conclusões.
Era uma tarde de domingo por volta das 14:30, eu estava jogando um servidor privado do MMORPG Metin 2. Precisei vender minha armadura pra conseguir algum gold e assim melhorar os meus itens, anunciei no chat então que estava vendendo a armadura por 50 símbolos, ( Cada símbolo desse vale 400kk) eu era o mais top do servidor e o máximo de símbolos que consegui em 1 ano de jogo foram 40. Rapidamente vieram várias mensagens, todos ofertando menos do que eu havia pedido, ou outros itens fúteis, respondi a todos e fechei. Quando já estava desistindo me veio uma mensagem do jogador Ba’al, pude ver em seu perfil que o mesmo era level 1 e não estava equipando nada.
Então ele me disse: Venha até a montanha Sohan (Mapa que tem no jogo), que eu estarei lhe esperando para a troca. Eu respondi ok. Fui no teletransportador e escolhi a opção montanha sohan... Quando cheguei lá tive uma surpresa imensa.. Na versão original do jogo a montanha era totalmente diferente, era um lugar verde, parecido com um vale e que tinha alguns Goblins pra upar, mas me deparei com um lugar totalmente destruído, com carcaças pelo caminho, árvores secas, e uns rios de lavas. Não quero insinuar nada mas quando vi o mapa rapidamente me veio a imagem do Inferno, continuando... Abri a mensagem particular e disse ao Ba’al que já estava ali como combinado e estava o aguardando... O mesmo ficou em silêncio, depois de uns 10 minutos o esperando, resolvi voltar para o vilarejo onde a maioria dos players ficam, mas quando cliquei no pergaminho do retorno o mesmo não funcionara, e aparecia algum erro no chat, não pude descobrir o que era pois não era 100% traduzido, e para meu azar esse erro persistiu... Aguardei então o GM entrar e pedir ao mesmo para me transferir ao vilarejo, ( O Gm entra todo final de semana para fazer evento, infelizmente naquele dia o mesmo não entrou ). Quando já estou fechando o jogo, o jogador aparece e diz: Espere, não vá ainda!, meu coração gelou, como ele surge do nada e sabe que eu estava deslogando? Só eu tenho acesso a meu chat e somente EU pude ver que a conta estava sendo desconectada. Resolvi ignorar e quando faltava 3 segundos para fechar o jogo por completo, a desconexão foi interrompida. No mesmo instante o jogador diz: Porque a pressa? Eu estava completamente assustado, não quis demonstrar isso e apenas perguntei se ele iria mesmo comprar, fiquei meio receoso pois ele não aparentava ter tal quantia.. então começamos o diálogo:
Eu: -Vamos logo fazer essa troca porque minha mãe está mandando eu sair.
Jogador: -Sua mãe? Que eu saiba você a desrespeita, não obedece a mesma, e agora está me dizendo que ela manda você sair? Porque está mentindo pra mim?
(Na hora meu coração ficou acelerado, como ele saberia das minhas brigas com minha mãe?)
Eu: -É você Lucas? Não adianta tentar me assustar, eu não vou cair nessa kkk, para com isso!
Jogador: -Você não pode correr, você não tem pra onde correr, não vai se livrar de mim tão fácil, sua ganância, seu ódio pelas pessoas, sua raiva... Isso me trouxe até você, VOCÊ é o culpado da sua própria desgraça que irá acontecer hoje!
(Eu já não estava me agüentando, eu realmente era uma pessoa ignorante, revoltada, então queria ver até onde essa história ia..)
Eu: -Você é um mísero Noob (Cara fraco em jogo) que apenas quer me botar medo, mais você é ridículo, não pode fazer nada contra mim, vamos.. mostre quem você é, vamos!! Seu merda!
Jogador: -Está com medo não é mesmo? Posso sentir o seu sentimento de medo, posso ver tudo o que está pensando agora, não adianta fingir ser corajoso, você não é!
Eu: -Quem é você? Vá para o inferno!!
Jogador: -Inferno? Voltar de onde eu vim? Não, nem pensar!
(Quando li isso me arrepiou até os cabelos do saco, fiquei paralizado, estaria eu tendo uma conversa com um demônio? Voltei a fechar o jogo mas sempre era interrompido..)
Jogador: -Não adianta fugir, você não vai sair daqui, suas tentativas de correr são fúteis.
Eu: -Me diz quem é você, parece com essa brincadeira de mal gosto, pare já!!
(Neste momento eu abri a janela de negociação e coloquei a armadura que eu ia vender do meu lado, e depois de aproximadamente uns 40 segundos aberta, ele coloca 666 símbolos, eu confesso que me urinei, é surreal um player conseguir aquela quantia, eu paguei cash no Server e não consegui fazer 50, como ele teria 666? Logo esse número?, foi então que me cansei daquela situação e resolvi desligar o estabilizador..)
Jogador: -Assim que puxar essa tomada, sua alma apagará junto com esse computador..
(Não dei ouvidos, puxei a tomada, quase que de imediato, senti como um “baque” na minha cabeça, só consegui sentar na cadeira extremamente tonto, e antes que ficasse inconsciente olhei para o lado e vi a silhueta do personagem que falara comigo no jogo..)
Depois de 1 semana, acordei de um coma e não lembrara absolutamente nada do que tinha acontecido, nada mesmo, então eu tive alta do hospital e fui para casa.. Ao entrar no meu quarto olhei para o computador, o estabilizador ainda com as tomadas fora, de uma vez vieram todas as lembranças daquele dia e daquele tal de Ba’al, fiquei com uma dor de cabeça extrema e comecei a gritar de dor, foi quando em meu sub consciente comecei a ver de fato um monstro, que destruía minha família e quando ele veio para me pegar puder ver em sua pata uma inscrição, percebi então que se tratava de Ba’al.. Desmaiei outra vez, mas qnd acordara me lembrava de tudo e estava extremamente perturbado, passei noites sem dormir, lembrando daquelas palavras, eu não acreditava em Deus, em diabo em nada.. Todas as noitas eu ouvia uma voz me dizendo: “Ei ateu, acredite, acredite, acredite..” e a voz ia ficando mais suave como de distanciava de mim. Fiz tratamentos, fiquei louco de fato, depois de alguns meses, achei que o private que eu joagava já tinha sido fechado, mas qnd eu loguei meu personagem ainda estava no mesmo lugar e o Ba’al permanecia lá, então olhei para o seu personagem que riu maléficamente (Os personagens do jogo não podem fazer isso) e então começou a entrar no chão e foi sumindo, depois disso voltei ao vilarejo com aquele retorno que tinha dito, e tudo ocorreu normalmente. As coisas voltaram a ser como eram antes, continuei jogando, perguntei pros players se alguém tinha visto aquele cara no jogo, depois um tempo um cara me mandou uma mensagem dizendo: “Eu o conheço, vejo ele em meus sonhos, muito cuidado e me mandou o seguinte link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Baal_(dem%C3%B3nio) , abri o link e fiquei perplexo, resolvi não contar nada para meus pais, e só agora depois de 2 anos do ocorrido, tomei coragem para escrever essa história.. Sei que muito aqui não vão ler, até mesmo duvidarem da autenticidade do fato, mas realmente ocorreu isso comigo, não desejo a ninguém, Foi horrível.."

Aparição


Era uma noite de sexta feira e meu telefone não parava de tocar, meus amigos estavão me chamando para sair e por mais estranho que pareça eu recusei todos os convites, aquela noite tudo que eu queria era ficar em casa assistindo um bom filme de terror. Assisti a um certo filme de documentário sobre "Canibalismo" não me lembro ao certo o nome do filme, porém não me impressionou, apenas fez com que eu senti-se muito nojo. Enfim aquela noite estava sendo totalmente normal, já teria tido aquela rotina milhares de vezes.
Fui dormi umas 23:45 hs, por ai, dormi cedo pois normalmente vésperas de final de semana eu passo a madrugada enfrente a TV isso quando não saio com meus amigos, era umas 03:30 da manhã quando tudo começou, de repente me deparei comigo mesma abrindo os olhos pouco a pouco enquanto ouvia alguém quebrando, como se derruba-se todos os aparelhos de vidro que continham na cozinha, era como se alguém empurra-se tudo ao chão e eu ouvia tudo se quebrando, a porta do quarto estava aberta e olhei para frente e vi a janela da sala que incrivelmente estava aberta, aquilo me fez pensar pois minha mãe nunca deixa a janela aberta. Enquanto eu ouvia todas aquela quebradeira meu coração batia muito rápido, o medo tomou contou de mim. Quando olho para a porta, vejo um cachorro preto de olhos vermelhos olhando pra mim. Aquela cena foi tão chocante que perdi totalmente minha voz. Naquele momento não conseguia gritar nem sequer reagir a nenhum esforço que pude-se me ajudar, foi quando fechei os olhos e pensei comigo mesma aquilo não é real, aquilo não é real, repetindo em pensamentos até que consegui gritar :
- PAAAAAAI !
Parece bem engraçado, porém é automatico quando sentimos medo gritar ao nossos pais. Meu Pai se levantou da cama no pulo e eu chorando muito, ele ligou as luzes e estava com minha mãe, me perguntaram o que tinha acontecido e tudo que eu sabia dizer era :
-Tinha um cachorro aqui !
Quando olhei pra sala a janela estava fechada ! eles me mandarm rezar e pedir proteção a Deus, fiz isso e dormi bem , na manhã seguinte me perguntaram e eu contei tudo, eles acreditaram em mim. Minha mãe sabia que quando eu relatava coisas desse tipo nunca estaria mentindo, ela conhece meu envolvimento com coisas sobrenaturais e acredita que se algo nos persegue é por conta de espirítos que ficam numa parte dos filmes, besteira na minha opinião.
Contei aos meus amigos o que tinha acontecido, um amigo meu que já vivenciou coisas piores e bem mais, digamos, profundas que isso. Me chocou ao me dar uma resposta que cá ente nós eu preferia nem saber ele me disse isso.
- Na verdade aquilo que você viu, deveria estar na sua casa te observando todas as noites, você só acordou no momento errado.
Aquilo me chocou porém é verdade, minha tia também me disse que seria Lúcifer em uma forma de cachorro.
Bom eu acredito e sei o que eu vi, depois daquela noite nunca mais vi nada tão assustador.
O fato é que o medo nos faz ver coisas que as vezes nem são tão reais assim, mais eu não tinha o que ter medo naquela noite, eu apenas acordei e comecei a ouvir e depois ver.
Mas que eu estava acordada naquele momento... eu estava.

O PODER DO ESPIRÍTO DAS TREVAS


Estes
trechos são parte de um sermão de três horas que o demônio fez
através da pessoa de M.A.W., de Bondorf – Floresta Negra
(Alemanha) no ano de 1910. O demônio repetiu muitas vezes, muitas
vezes, três a quatro vezes, assim facilmente se pode anotar tudo.
Dezessete (17) pessoas assistiram esta cena e ficaram estarrecidas
com estes acontecimentos e, com as assinaturas de todas, tudo foi
examinado e aprovado. Isto prova o grande poder do espírito das
trevas.
DEMÔNIO:
- Eu tenho que falar, devo falar...
EXORCISTA:
- Diga somente aquilo que Deus te ordenou a falar. Aquilo que Deus
não ordenou a revelar não diga, sobre o resto cala-te! (Estas
palavras o sacerdote repetiu muitas vezes).
DEMÔNIO:
- Eu tenho que falar. Aquele lá de cima me ordenou que te contasse
(tudo), como nós enganamos os homens, como seduzimos os homens deste
tempo. Nós inspiramos os homens. Nós dizemos aos homens: “Não é
assim como os velhos falam, como ensinaram e acreditaram. Bobagem,
incrível – que bobagem, tudo bobagem! A verdadeira religião não
é assim como os velhos dizem. Vocês precisam ouvir somente o que a
razão diz.
O
que a gente não pode compreender não precisa acreditar, não
precisa acreditar, não precisa”. Quando falamos assim eles se
afastam da verdadeira religião, afastam-se da revelação e fazem
uma religião para si, uma religião deles. Ha, ha..., então é
fácil incutir neles: “Deus não existe, Deus morreu, morreu, que
Deus existe isto é crença de mulher velha.
E
o que mais inspiramos aos homens: liberdade é tudo, tudo – juntar
dinheiro, riquezas, prazeres, alegrias, gozar a vida aqui na terra”.
“Liberdade! – fazer o que quero – Liberdade. Ha, haaaa... E
tenho que falar – a respeito da Grande Mulher (Mãe de Deus) – a
respeito da veneração à Grande Mulher. Nós dizemos aos homens,
inspiramos aos homens, Haaaa...: - O que adianta tudo isto? Ela não
é essencial. Vocês precisam concentrar-se no essencial da religião.
Ela não é essencial”.
Estes
homens bobos não compreendem que com isso – deixando a Veneração
à Grande Mulher – perdem justamente o essencial. Estes homens
tolos não sabem como “Aquele lá de cima” – o Altíssimo – a
ama. Ele a ama como a si mesmo. Sim, sim, uma única palavra que Ela
fala ao Altíssimo já é atendida – tudo o que Ela diz se realiza
– tudo – tudo o que Ela pede se realiza...
O
TERÇO – é a oração mais forte e mais nobre. Uma única
Ave-Maria tem poder, poder... Uma única Ave-Maria até o purgatório,
o lugar do sofrimento... Quando um homem diz: Ave-Maria – a Grande
Mulher se alegra, e como se alegra – e nós huuu levamos um susto,
susto, susto! Mas nós trabalhamos e inspiramos e cochichamos nos
ouvidos dos homens: - o Terço não adianta – é rotina – é
costume, é tagarelice – vocês precisam rezar outras orações,
outras, ouviram, outras... O Terço é um terror para o inferno.
Também
o escapulário... Nós dizemos aos homens: - O que adianta esses
pãezinhos, pãezinhos (hóstias) – nós temos a tarefa de destruir
tudo isto, tudo isto, é nossa obra, nossa, nossa... Nós inspiramos
aos homens dizendo: - Os dias de festas??? Ha, ha, dias de festa???
Estes dias de festa devem desaparecer! Sim, desaparecer... Ou mudar
tudo – os dias de festa que não conseguimos destruir – apagar –
devem tornar-se dias de abundância, dias de esbanjamento... Para nós
é melhor que estes dias não existam.
Porque
muitos iriam à Igreja – rezar – fazer adoração, fazer as
cerimônias e assim iriam atrair sobre si a MISERICÓRDIA DE DEUS.
Nós vamos atrás dos grandes, dos grandes, os pequenos vêm por
si... Nós também dizemos que tudo é natural, natural, natural...
Dizemos que o demônio não tem influência, ha, haa! – e eles
acreditam tudo... Nós agora atacamos principalmente os sacerdotes e
dizemos a eles: - “O demônio tem influência sobre as coisas
materiais”. Mas os sacerdotes esqueceram o que ensinou a sua Santa
Igreja. Não sabem mais quanto poder, quantas forças receberam na
hora da ordenação e não conhecem mais que poder tem tudo, também
as coisas bentas, eles não conhecem mais quanto poder elas tem, as
coisas bentas por eles.
Eles
deveriam reconhecer isto pelo efeito que tem tais coisas bentas,
quando são usadas com humildade e piedade. Nós também inspiramos
que o demônio está preso numa corrente, há, há, corrente – eles
acham que não podemos fazer nada – vocês sabem como somos
presos??? Presos nada – nós temos liberdade, nós podemos tentar
os homens, perseguir os homens... Vocês sabem por que Aquele
permitiu isto? Como poderia ser glorificado seu Nome se houvesse
vitória, vitória sobre nós, vitória em seu Nome. Mas o Lúcifer –
sim ele está preso no inferno – até o tempo em que surgir o
anti-Cristo.
Na
Igreja – durante o sermão nós fazemos assim: nós cuidamos que o
padre pregue bossa-nova, um sermão moderno... Com os ouvintes nós
fazemos assim, para os grandes dizemos: - “O que, você vai escutar
o sermão??? Você já sabe tudo isto – tudo você já sabe, melhor
do que o padre... Você sabe o que deve fazer... E não é bem assim
como o pregador diz... Com o povo simples nós fazemos assim: Pois
quando os homens escutam o sermão com humildade e quando estão
preparados para entender tudo – isto seria para eles – para eles
de grande vantagem – e para nós isto seria prejuízo... Você nem
calcula quanto prejuízo é para nós um bom sermão... Huiiii – Eu
tenho que falar – falar.
Quando
os homens se reúnem para adorar “Aquele lá de cima” – então
os anjos deles também se reúnem e se alegram – alegram, mas nós
não podemos chegar perto – anjos, anjos... Mas quando os homens se
reúnem por nós, em nosso nome, então nós nos alegramos quando
criticam, criticam... nós nos alegramos, mas os anjos se afastam...
Você deve saber que todo homem tem um anjo, sim um anjo... O anjo
está sempre à direita, à esquerda nós, sempre ao lado... O anjo
quer levar o homem ao caminho do bem, mas nós o tentamos,
conquistamos... Quando nós conseguimos conquistar o homem, então o
anjo sai, mas depois ele volta – ele faz tudo para levar o homem de
volta ao bom caminho. Anjo, anjo... E quando o homem segue o bom
caminho, aceita o conselho do anjo então o anjo nos manda embora e
nós temos muito medo dele... Mas apesar disto nós não desistimos
logo, nós rodeamos o homem e procuramos jogar as nossas redes sobre
ele... Mas a Grande Mulher nos prejudica muito. Nós também fazemos
nossa reunião, somos muito numerosos.
Você
deve saber que também sabemos pensar como você e quem de nós tem a
opinião melhor – esta aceitamos. Quando os homens fazem reunião e
não rezam e não tem fé, então o lucro é sempre nosso. Mas quando
começam a reunião com Deus, então a obra é de Deus. O Batismo e a
Confissão é o pior para nós. Antes do Batismo temos muito poder
sobre as almas, mas no Batismo ela é arrancada de nossas mãos. Pior
ainda é a Confissão, porque lá nós já não temos tudo em nossas
mãos, em nossas garras e por uma boa confissão tudo é perdido,
tudo é arrancado de nós... Mas nós inspiramos os homens dizendo: -
O que? Você quer confessar? O que você quer dizer a um simples
homem, homem como você? Ele é bem igual a você..... Ou nós
inspiramos tanta vergonha, que já não é capaz de falar... Mas
quando o homem vence a vergonha então está perdido para nós...
Começa o horror para nós...
Quando
o homem está na hora da morte, estamos presentes, sempre são muitos
de nós que vem... Então mostramos a ele seus inumeráveis pecados,
mostramos todo o tempo que perdeu em ninharias, falamos da justiça
de Deus, da severidade d’Aquele lá de cima – fazemos de tudo
para deixá-lo confuso e para que fique com medo, com horror... e ele
não tem coragem de arrepender-se... e depois choramos e gritamos
para que ele não ouça o que os outros dizem. Mas quando vem a
Grande Mulher – num só instante devemos desaparecer. Ela vem e
cuida do seu filho. O homem é aliviado e Ela toma a sua alma e a
leva até o Céu. E no Céu tem muitas alegrias e festa... Quando
levamos uma alma para o inferno, os diabos também fazem festa. No
momento que a alma se separa do corpo ela é julgada. Vocês não
sabem e não podem imaginar como é isso – nós o sabemos muito
bem, mas para vocês isto é incompreensível... Tenho que falar,
tenho que falar...
Tenho
que contar do nosso caso. Foi a vaidade que nos levou a este estado,
foi a vaidade que nos tirou lá do Céu... Huuuuu! Não existe nenhum
homem nesta terra que já não foi atacado pela vaidade. Os homens
são assim: quando fazem alguma coisa boa, querem que todos os homens
o saibam e vejam... Eles não reconhecem que aquilo que fazem é Obra
do Altíssimo. Tenho que falar, tenho que contar das alegrias do Céu
para vocês. Huuuu! Para nós não há mais esperança! Eternamente
sem esperança! A maior alegria do Céu é de contemplar a face de
Deus. Escuta, escuta bem (diz, chegando perto do sacerdote), escuta o
que digo: se pudesse só por um pouco de tempo contemplar esta face,
aceitaria passar por todos os tormentos que existem (isso foi dito
com tanta dor, que as palavras me penetraram pelo corpo e pela alma,
estremeci, disse o sacerdote).
Tenho
que falar, tenho que contar dos nossos tormentos. Os homens acham que
é o fogo que nos atormenta. Sim, sim, é fogo, fogo, mas um fogo de
vingança. Você sabe qual é o tormento maior no inferno? A ira do
Altíssimo! Você não pode imaginar como Ele é terrível na ira,
como nós o experimentamos e o temos continuamente em nossa frente,
diante dos nossos olhos... Aiiii de nós! Também tenho que dizer
como o pecado é horrível... Se vocês pudessem nos ver... Ai de
nós. Podemos somente pecar, pecar – somos monstros – mas o
pecado é mais horrível - é muito mais feio do que nós... Temos o
poder de tentar todos os homens, fazê-los pecar, só a Grande Mulher
não, Aquele lá de cima nos proibiu de tocá-la, mas aquele que
d´Ela nasceu, nós tentamos, sim, nós tentamos, você sabe porque?
Para vocês terem um exemplo, um modelo de como se luta contra nós.
Haaaa... Não foram os judeus que o mataram, fomos nós, nós, nós.
Nós
entramos nos judeus e conseguimos maltratá-lo, soltamos todas nossas
fúrias, toda a nossa raiva, matamos Aquele. (O sacerdote ressalta:
com estas palavras o demônio, através da pessoa, mostrou uma
alegria, uma satisfação tão grande, tão feia que quem não viu
não pode imaginar tal risada...). Você sabe que na hora da morte
d´Aquele ainda ganhamos uma alma? O sacerdote respondeu: - A alma do
bom ladrão você não ganhou. E o demônio: - Sabe por quê? Por
causa d´Ela que estava aos pés da cruz. (Havia um motivo, mas o
sacerdote não anotou e esqueceu). Continua o demônio: - Com os
jovens nós fazemos assim: cuidamos que um desperte o amor no outro.
Eles acham que não há nada de mal... não sabem como se expõem ao
perigo e como facilitam o nosso trabalho... Em geral cuidamos que o
homem se torne preguiçoso e se afaste do bom caminho, até que por
fim chegue a dizer: não quero rezar, não tenho vontade, não vou à
Igreja, estou cansado demais... Não quero jejuar, sou muito fraco
para viver uma vida assim.
Também
cuidamos para que tudo agora seja provado pela ciência, para que
tudo tenha fundamento científico. Isto também é nossa obra. Quando
o homem levanta de manhã cedo e não inicia o dia com a oração e
com a boa intenção, o dia é nosso. Se o homem começa o dia com a
oração, está perdido para nós. Tenho que dizer também o que é
assim – e assim (a pessoa imita o sinal da cruz) – é um horror
para nós. Inspiramos os homens e dizemos: Que adianta tudo isso?
Isto é água como a outra água, água qualquer (água benta); isto
é pão como o outro pão (referindo-se à Hóstia) e sal, também
não é o melhor (do sal bento para as cerimônias). Nós dizemos: é
bobagem, tudo bobagem. Olha você (dirigindo-se ao sacerdote), a água
apaga os pecados veniais, sim, os veniais... Ó se eu pudesse ganhar
uma só gotinha, uma só gota, o que não faria!...? Agora teria
arrependimento, mas é tarde, é tarde, não há mais esperança.
Aiii de mim! Se vocês soubessem que grandiosidade é o sacrifício
(Missa)!
O
sacrifício que é feito pelo filho d’Aquele lá de cima, em nome
d’Ele, vocês participariam bem diferente neste sacrifício que
estão participando agora. É o sacrifício mais sublime, é o maior
sacrifício. Oh, se eu pudesse participar num só sacrifício, se
pudessem nos dar o valor de um só destes sacrifícios... Se vocês
soubessem o que é para as vossas almas, o lucro, quando vocês
meditam, contemplam o sofrimento e a morte d’Ele... Quem o
contemplar, quem se abrigar em suas chagas, nunca mais... Por que
vocês não contemplam mais a grande bondade do Altíssimo? Vocês
cometem milhões de pecados, sim, vocês engolem os pecados como se
fossem água. Mas quando fazeis penitência, então Ele perdoa e vos
aceita novamente. Um tal... Vocês tem um tal... (A palavra foi mal
pronunciada). Nós cometemos um só pecado, só um, e fomos
condenados.
Vocês
sabem por que os primeiros homens não foram condenados também?
Porque não conheciam o céu, é por isso? Se vocês soubessem, se
vocês soubessem, se pudessem ver quantos diabos os cercam... Vocês
estariam perplexos... Se também agora sou obrigado a dizer tudo
isso, então todos os outros meus companheiros, junto comigo,
trabalharemos para destruir tudo o que revelamos a vocês.
Esconderemos tudo, faremos com que vocês esqueçam de tudo e
procuraremos vocês em toda a parte para confundir seus pensamentos,
para tirá-los do bom caminho e lançá-los no abismo do inferno, do
pecado.
Quando
vocês se reúnem, nós também aparecemos em grande número e
fazemos tudo para que a reunião não tenha efeito, para que seja
monótona, para que não haja vida... Mas quando alguém diz “em
nome d’Aquele que está no céu” e ainda faz assim, assim e assim
(sinal da cruz) então devemos fugir, fugir no mesmo instante,
podemos só olhar de longe, observar o que vocês fazem. Vejam, assim
treme o inferno, quando vem uma ordem d’Aquele lá de cima. Devemos
fugir (enquanto o demônio disse assim, produziu na pessoa um tremor
que não se pode imitar e seu rosto cobriu-se com pelos. Era horrível
de ver...). Depois ele disse: vocês podem ganhar a alma dos maiores,
é só fazer assim e assim (sinal da cruz). Quando vocês têm muita
fé, nós devemos nos afastar. Assim vocês poderiam ganhar muitas
almas e para nós estaria tudo perdido.
Quando
vocês todos fazem assim e assim, devemos nos calar. Por que você
começou tudo isso? Por que você me pergunta? (Ao sacerdote)
Eu sei, você não queria fazer isso, nós que judiamos bastante de
você, não é? Mas é Aquele lá de cima que te inspirou e te ajuda.
Oh! Vamos judiar muito de você, mas enquanto você conservar a fé,
então vencerá.
Nesse
momento o sacerdote disse ao demônio: - “Sim, em nome de Jesus
devemos lutar”. O demônio respondeu: - “Sim, e você sabe como
se pronuncia este nome? Olha aqui, deve-se pronunciar este nome assim
(a pessoa ajoelhou-se no chão e disse), assim deve-se pronunciar
este nome, pois sem devoção e respeito não se deve pronunciá-lo,
não se deve desonrar o nome... Com isto o demônio calou e a pessoa
voltou a si, recebendo de novo o domínio sobre os seus sentidos. O
sacerdote quis dar uma explicação a outras pessoas que também
estavam presentes, mas o demônio voltou e continuou a falar. Preciso
ainda dizer alguma coisa... O Anjo assim ordenou.
Vocês
devem se esforçar e viver sempre unidos, unidos, unidos, unidos,
ouviram? U n i d o s ... Um deve viver pelo outro, um trabalhar pelo
outro, devem comunicar-se mutuamente, falar das vossas experiências,
ser família. Vocês devem ajudar-se mutuamente, um deve ajudar o
outro, assim todo o inferno nada consegue com vocês, nada, nada,
pois quando conquistamos um de vocês, vem o outro, manda-nos embora
e se fosse somente um de vocês que se lembrasse de fazer assim,
assim e assim então teríamos esperanças de vencê-los, mas onde
mais de um, dois, três fazem (sinal da cruz), aí não podemos fazer
nada... E se tivéssemos conquistado todos e houvesse um que fizesse
assim (sinal da cruz), então este um nos mandaria embora...
Vocês
terão muito que suportar, sofrer e lutar, mas enquanto estiverem
unidos, vencerão. Vão lutando, vão lutando, vocês não sabem
quanta vantagem e quanto lucro vocês têm... Eu tenho que falar,
falar... Sim, vocês assim ganham muitas almas. Vocês não têm
somente vantagem para a sua vida, mas também para a sua morte, pois
na hora da morte nenhum de nós poderá se aproximar de vocês se
continuarem a lutar e a sofrer assim.
Neste
tempo haveis de conquistar muitos irmãos; sim, em pouco tempo sereis
numerosos. Não serão os grandes que vos seguirão, mas somente os
pequenos, assim como o mais alto início das coisas da fé com
pequenos, impotentes, assim Ele levará toda a obra a um bom fim
pelos pequenos. Nós ainda vamos preparar muitas armadilhas para vós,
mas quando invocais a Grande Mulher, Ela há de interceder por vós.
Segurai
também aquilo, aquilo, aqueles propósitos que fizeram a respeito
dos santos Anjos. Então sereis vitoriosos. Vede o que o mais ‘
Alto’ faz por vocês. Ele ordena ao demônio dizer todas as
verdades. Ele ordena o demônio a fazer-vos um sermão e ainda não o
acreditais... Que coisa é essa, tenho que falar aquilo que me causa
tanto prejuízo, tenho que revelar tudo contra a minha vontade. Ai de
mim, ai de mim, não há mais esperanças para mim, nenhuma
esperança, estamos todos perdidos.
Ninguém
pode acreditar, assim relata o exorcista como era horrível de ouvir
tudo aquilo, de ver todo aquele desespero do demônio, aqueles traços
horríveis, aquele rosto desfigurado da pessoa, e os gritos de
angústia que ecoaram, as queixas e aflições depois da fúria e as
batidas que me transpassaram na alma e no corpo, penetraram até a
medula dos ossos.

Creepypasta The Rake "O Rake"


“Durante o verão de 2003, eventos no nordeste dos EUA envolvendo uma estranha criatura humanoide apareceu na mídia local antes de um grande apagão. Pouca ou nenhuma informação foi deixada intacta, e a maioria das informações na Internet sobre a criatura foi destruída misteriosamente.
Ela aconteceu primeiramente na parte rural do estado de nova York, auto proclamadas testemunhas contaram suas historias sobre seus encontros com a criatura de origem desconhecida. Alguns estavam TERRIVELMENTE AMEDRONTADOS enquanto outros tinham uma curiosidade que somente era encontrada em crianças. Seus depoimentos não estão mais disponíveis, porem muitas pessoas envolvidas ainda procuram respostas sobre o Rake e sobre os acontecimentos daquele ano.
No inicio de 2006, ao final da investigação encontraram quase 2 dúzias de documentos entre os séculos 12 e hoje em dia, em 4 continentes. Em quase todos os casos as historia era praticamente idêntica. Eu estive em contato com um membro do grupo de investigação e fui capaz de obter algumas partes de seu livro que será lançado brevemente
Nota de suicídio: 1964
“Enquanto me preparo para tirar minha própria vida, sinto que é necessário escrever para amenizar a dor e a culpa que sinto. Não é culpa de ninguém além dele. Assim que acordei eu senti sua presença. E assim que acordei eu vi sua forma. Uma vez que acordei novamente eu escutei sua voz, e olhei em seus olhos. Eu não posso dormir sem medo da próxima experiência que terei quando acordar. Eu nunca mais posso acordar. Adeus.”
Foi encontrado uma caixa de madeira onde haviam 2 envelopes vazios adereçados a William e Rose, e uma carta pessoal sem envelope:
“Querida Linnie,
Eu tenho rezado por você. Ele falou seu Nome.”
Trecho de um jornal (traduzido do espanhol): 1880
“Eu experimentei o maior TERROR. Eu experimentei o maior TERROR. Eu experimentei o maior TERROR. Eu vejo seus olhos quando fecho os meus. Eles são vazios. Negros. Eles me viram. Sua mão molhada. Eu não vou dormir. Sua voz… (parte ilegível)”
Diário do capitão: 1691
“Ele veio a mim durante meu sono. Do pé da minha cama eu tive uma sensação. Nós devemos voltar para a Inglaterra. Nos não devemos voltar aqui a pedido do Rake.”
Depoimento de uma testemunha: 2006
“Três anos atrás, eu havia retornado de uma viagem até as cataratas do Niágara com minha família no dia 4 de julho. Nós estávamos todos exaustos após um longo dia dirigindo, então meu marido e eu, colocamos as crianças direto para na cama.
Por volta das 4 da manha, eu acordei achando que meu marido acordara para usar o banheiro. Nesse momento me levantei e o acordei no processo. Desculpei-me e disse a ele que eu pensava que ele havia saído da cama. Quando ele se virou para mim, ele ofegou e puxou seus pés do fim da cama tão rápido que quase me derrubou da cama. Ele me agarrou e nada disse.
Quando meus olhos se acostumaram ao escuro, eu fui capaz de ver o que causou essa reação nele. No pé da cama, sentado e nos olhando, estava o que parecia um homem pelado, ou um grande cachorro sem pelo. Seu corpo estava contorcido de um jeito perturbador e sobrenatural, como se ele tivesse sido atropelado ou coisa parecida. Por alguma razão eu não estava instantaneamente com medo dele, mas com pena de sua condição. A essa altura eu estava achando que nós deveríamos ajudá-lo
Meu marido estava em posição fetal, ocasionalmente olhando para mim e depois para a criatura.
Em um movimento agitado a criatura cambaleou em volta da cama, chegando a ficar a uma distancia de 1 pé de meu marido. A criatura estava completamente silenciosa por uns 30 segundos (ou talvez uns 5 segundos, mas pareceu 30) olhando para meu marido. A criatura pôs sua mão em seu joelho e correu em direção ao corredor, indo em direção ao quarto das crianças. Eu gritei e corri para o interruptor, planejando pará-lo antes que ele machucasse as crianças. Quando cheguei no corredor a luz do quarto era o bastante para vê-lo a uns 20 pés de distancia. Ele se virou para mim e me olhou diretamente, coberto de sangue. Eu liguei a luz do corredor e vi minha filha Clara em suas presas.
A criatura descia as escadas enquanto eu e meu marido corríamos desesperadamente para salvar nossa filha. Vendo que não escaparia carregando o peso de nossa filha, ele a deixou e fugiu. Ela estava gravemente ferida e disse somente uma frase em sua pequena vida. Ela disse: “Ele é o Rake”.
Meu marido caiu no lago enquanto levava nossa filha ao hospital. Ele não sobreviveu.
Como era uma cidade pequena, a notícia se espalhou rapidamente. A polícia foi de grande ajuda no começo, e o jornal local ficou bastante interessado também. Entretanto, a historia nunca foi publicada, e a TV local nunca mostrou a notícia.
Por vários meses, eu e meu filho Justin ficamos em um hotel perto da casa dos meus pais. Depois de decidir voltar para casa, comecei a procurar respostas. Eventualmente encontrei um homem na cidade seguinte que tinha uma historia parecida com a minha. Nós nos contatamos e começamos a falar sobre nossas experiências. Ele conhecia mais 2 outras pessoas em Nova York que haviam visto a criatura chamada de Rake.
Todos nós precisamos de 2 anos de procura de material na Internet e cartas para conseguir juntar uma pequena porção do que acreditávamos ser aparições do RAKE. Nenhuma das informações nos deu nenhum detalhe, história ou pista. Um jornal tinha um artigo falando sobre ele nas 3 primeiras paginas, mas depois disso, nunca mais o mencionaram de novo. Um diário de capitão não explicou nada sobre o encontro, apenas falando que o Rake os mandou irem embora. Aquela era a ultima parte do diário.
Nós descobrimos, entretanto que a criatura visita a pessoa VARIAS vezes. Ele também se comunicava com varias pessoas, incluindo minha filha. Isso nos levou a pensar se o Rake havia nos visitado alguma vez desde nosso ultimo encontro.
Eu pus um gravador do lado da minha cama e o deixei gravando enquanto dormia, todas as noites, por 2 semanas. Checava todos os sons do meu quarto, de mim rolando na cama, todo dia que eu acordava. No final da ultima semana, eu já estava meio que acostumada com o som que eu fazia enquanto dormia, até que escutei o mesmo som, só que 8 vezes mais rápido que o normal (Ainda era quase 1:00).
No primeiro dia da 3º semana, pensei ter escutado algo diferente. O que eu ouvi era uma voz estridente… Era o RAKE. Não consigo escutar aquilo tempo o bastante para descrevê-la, e ainda não deixei ninguém escutar a gravação. Tudo que eu sei é que já escutei isso antes, e acredito que era exatamente o que falava enquanto estava ao lado de meu marido. Eu não me lembro de escutar nada na hora, mas por alguma razão, a voz no gravador automaticamente me lembra aquele momento.
Os pensamentos que devem ter passado pela mente de minha filha naquela noite me deixam muito frustrada.
Eu não vi mais o Rake desde que ele arruinou a minha vida, mas sei que ele está no meu quarto enquanto eu durmo. E temo que uma noite eu acordarei e verei ele me observando.”

Tinha um Homem de Preto me Observando

Esse relato em especial foi uma coisa que eu não gostaria que ninguém passa-se. Tudo começou num sonho que eu tive no ano passado. Nesse s...